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Título: Piece of Mind

Ano de Lançamento: 1983

Gênero: Heavy Metal

1. Where Eagles Dare: começando com uma de suas melhores faixas, Piece of Mind é aberto pela matadora “Where Eagles Dare”, que apresenta um dos melhores riffs já criados pela banda, a performance vocal mais técnica até então da carreira de Bruce Dickinson, o melhor refrão do disco e o melhor solo do disco. Nota: 5/5

2. Revelations: “Revelations” meio que é uma balada, mas não é exatamente, só é uma música mais lenta que as outras. Conta com um excelente riff, letra estupenda, linha de baixo muito acentuada, um pouco de progressão e uma performance vocal relevante e acompanha as quebras rítmicas da música. Nota: 5/5

3. Flight of Icarus: uma das faixas mais Pop da banda, é o clássico feijão com arroz, que é bom mas pode enjoar. Os versos são poderosos e o refrão é cativante e marcante, o fim da música conta com uma tremenda nota alta de Bruce Dickinson pra ninguém botar defeito, mas algumas audições e você já enjoou da música. Nota: 4/5

4. Die with Your Boots On: a música mais diferente do disco, conta com excelentes versos, um ótimo bridge e um refrão muito marcante, além de uma letra descontraída e sem compromisso com a seriedade. É uma excelente música. Nota: 5/5

5. The Trooper: a música mais famosa do disco por seus versos agressivos e refrão infame, é outro feijão com arroz, só que um pouco mais saboroso que o anterior. O instrumental é excelente e isso é inegável, não vou partir pra insanidade e botar defeito, mas podia variar um pouquinho mais? Sim, podia. Nota: 4.5/5

6. Still Life: um riff inspirado abre alas pra uma das faixas mais inspiradas do disco. “Still Life” é tudo o que o Iron Maiden pode ser em uma faixa: progressivo, audacioso, experimental, criativo, divertido, técnico, agressivo. É o pacote completo, e quem sou eu pra negar? Nota: 5/5

7. Quest of Fire: a música mais gritada do disco tem uma tremenda performance vocal de Bruce Dickinson, uma letra decente e um refrão moderadamente cativante. Não é nem de perto o que se encontra de melhor por aqui mas também está longe de ser a pior faixa do disco. Nota: 4/5

8. Sun and Steel: agora sim chegamos na pior música do disco. E não é que ela ainda é boa, mesmo assim? Pois é. “Sun and Steel” é veloz e divertida, mas tem letra mediana e um refrão um pouco irritante pra mim. Entenda a minha situação, eu queria mais refrões “Where Eagles Dare” e menos refrões “Sun and Steel”, sacou? Acho que sim. Nota: 3.5/5

9. To Tame a Land: fechando o disco com chave de ouro temos “To Tame a Land”, clássico Maiden. Ótimos riffs, baixo de fato significante, como em poucas bandas era na época, ótima bateria e riffs cadenciadíssimos e caprichados pra filho da puta nenhum botar defeito, além de uma excelente melodia nos versos e um refrão único. Nota: 5/5

Conclusão: mais leve em temática que The Number of the Beast (1982), Piece of Mind pode não ser o disco que a banda queria fazer, mas era o disco que a banda precisava fazer pra resgatar a parcela cristã que se afastou e protestou com o lançamento do disco anterior. Bobagens de fanáticos babacas a parte, não é uma sequência a altura por mais que tente com muita força ser, mas não deixa de ser um disco memorável.

Destaques: “Where Eagles Dare”, “Revelations”, “Die with Your Boots On”, “Still Life” e “To Tame a Land”.

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