slave

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Título: Slave to the Grind

Ano de Lançamento: 1991

Gêneros: Heavy Metal, Hair Metal, Hard Rock

1. Monkey Business: uma entrada sacana para um disco sacana. Justo. “Monkey Business” é uma música coberta de malemolência com versos bem escritos e agressivos, gritos insanos, ótima melodia nos versos e refrão memorável, e como toda boa faixa de Heavy Metal, tem um solo matador e que não decepciona. Nota: 4.5/5

2. Slave to the Grind: a música mais agressiva do disco beira o Thrash Metal com sua abordagem violenta, versos ferozes, refrão viciante e melodia inesquecível. É figurinha marcada nos shows da banda e já está na hora de sair porque figurinha repetida não completa álbum, mas é uma excelente música. Nota: 4.5/5

3. The Threat: uma faixa com riff insano, muita agressividade no poderoso vocal, bridge cativante e refrão infelizmente menos memorável que o restante da faixa. Pode isso mermão? A música é boa pra caralho e vem o refrão e da uma boa estragada nela, tirando um ponto inteirinho de sua nota! Que maldade! Nota: 4/5

4. Quicksand Jesus: a melhor música da banda é uma das baladas mais intensas e viscerais que eu já ouvi na vida, com letra linda, uma vindoura performance vocal de Sebastian Bach e um instrumental impecável que explode em um refrão forte e extremamente gritado, mas conseguindo manter a emoção da música em suas palavras. Quem diria hein? A banda descompromissada de 1989 iria se tornar na banda emocionalmente complexa de 1991. Nota: 5/5

5. Psycho Love: uma música de Heavy Metal feroz, com instrumental tinindo e uma performance vocal espetacular, tem uma letra meio superficial, mas com tamanho talento pra criar melodias viciantes isso é facilmente deixado de lado e a música pode ser aproveitada por completo, mas acima de tudo, em seus viscerais versos com notas altíssimas atingidas por Sebastian Bach. Nota: 5/5

6. Get the Fuck Out: uma curta e direta faixa de Hard Rock com ótimos riffs, espetacular performance vocal e refrão agressivo e imponente, com letra vulgar e pesada, além de um solo insano. É uma ótima faixa mas até então a que menos agrada do disco por sua simplicidade exagerada em meio a tantos petardos do Heavy Metal. Nota: 4/5

7. Livin’ on a Chain Gang: a melhor performance vocal da carreira de Sebastian Bach se encontra aqui, em uma faixa truculenta, com vocais agressivos e notas insanamente altas após os refrões, é um exemplo de como se cantar Heavy Metal e impressiona também com a performance no instrumental de todos os músicos, principalmente durante o excepcional solo. Nota: 5/5

8. Creepshow: uma faixa de Hard Rock que remete a Aerosmith, uma das grandes inspirações da banda. Ela tem excelentes versos com vocal notável, um ótimo refrão e um andamento constante e pra cima, abusando do peso e cadenciamento. É sem dúvidas a música mais poderosa de Hard Rock do disco. Nota: 4.5/5

9. In a Darkened Room: uma música que emocionou toda uma geração, é uma das baladas mais fortes e populares da história do Heavy Metal. “In a Darkened Room” conta com uma letra perfeita, versos melancólicos, uma incrível performance vocal e refrão emocional que tem seu ápice em um gigante grito do meio pro fim da música, que é um dos maiores êxitos vocais de Sebastian Bach até hoje. Nota: 5/5

10. Riot Act: uma música de Punk Rock em um disco de Heavy Metal? Não, nada feito, essa letrinha medíocre não vai me agradar não. Se for pra fazer Punk faz direito Skid Row, porque aqui as coisas são bem instáveis e desinteressantes, na pior faixa do disco. Nota: 3/5

11. Mudkicker: uma faixa de Heavy Metal cadenciada com muito peso faz uso excessivo de drives da parte de Sebastian Bach em versos divertidos e bem feitos que remetem a Appetite for Destruction (1987) do Guns ‘n’ Roses. O problema da música é o refrão pouco contagiante,,, não, vou ser direto, o refrão chato, que tira um ponto inteiro da nota da música. Nota: 3.5/5

12. Wasted Time: uma das mais belas músicas já feitas pelo homem, “Wasted Time” é a música que marcou uma geração do disco, com sua letra espetacular, versos cativantes, bridge viciante e refrão inesquecível. É Skid Row em seu topo com muito bom gosto e merecido prestígio ao som da banda que eles faziam tão bem. Nota: 5/5

Conclusão: em um disco completo e sem espaço pra erros o Skid Row detona com um álbum memorável que abusa de momentos inesquecíveis para prender o ouvinte em seus 48 minutos do mais puro e visceral Heavy Metal com um dos melhores vocalistas do estilo em toda a sua história.

Destaques: “Quicksand Jesus”, “Psycho Love”, “Livin’ on a Chain Gang”, “Creepshow”, “In a Darkened Room” e “Wasted Time”.

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