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5

Título: Painkiller

Ano de Lançamento: 1990

Gêneros: Heavy Metal, Speed Metal, Power Metal

1. Painkiller: com a melhor intro da história da música, uma solo de bateria insano abre a viciante faixa de Speed Metal do álbum de redenção do Judas Priest. O instrumental é veloz e técnico, a bateria não beira a perfeição, alcança a perfeição, é provavelmente o disco com melhor trabalho nas baquetas que já ouvi. Os versos gritados a todos pulmões por Rob Halford, o refrão forte e memorável, os gritos extremamente agudos, as quebras rítmicas, o fim com uma nota sustentada por dezenas de segundos… tudo é memorável nessa espetacular faixa que botou o Judas Priest novamente ao seu devido lugar, o de melhor banda de Heavy Metal tradicional de sua época. Nota: 5/5

2. Hell Patrol: outro grande clássico da banda é uma faixa de Heavy Metal viciosa com excelente instrumental, versos excelentes, performance vocal espetacular e um refrão extremamente memorável, é uma das faixas do Judas Priest que basicamente todo headbanger que se preze conhece. A quebra rítmica que da início a novas frases gritadas com agressividade por Rob Halford após o 1:30 são o ponto alto da música, mostrando toda a versatilidade e maestria criativa da banda. Nota: 5/5

3. All Guns Blazing: uma veloz faixa de Speed Metal com versos agressivos, excelente letra, instrumental competente e refrão grudento é uma faixa de fácil assimilação com discos da banda como Stained Class (1978) Defenders of the Faith (1984). Sua letra é forte e o solo ainda na primeira metade da música é extremamente técnico e bem feito. Nota: 4/5

4. Leather Rebel: um clássico do Speed Metal, tem riffs intensos, versos fortes e bem cantados, letra impecável e muita agressividade vocal, com uma performance sem defeitos de Halford lembrando vagamente a sonoridade de Killing Machine (1978). O ritmo brutal da faixa a tornou lendária e ela infelizmente saiu dos setlists de shows ao vivo da banda a muito tempo. Devia ser o oitavo pecado capital. Nota: 5/5

5. Metal Meltdown: a primeira música de Power Metal do disco tem versos com velocidade apurada, vocal extremamente poderoso alcançando notas absurdamente altas no bridge que abre espaço pra um visceral refrão que ficou marcado na história do Metal. As quebras rítmicas nessa faixa são muito frequentes e agregam muito valor e reconhecimento a exímia habilidade dos instrumentistas, mas o astro da música sem dúvidas é Rob Halford com a sua melhor performance vocal desde 1978 em “Saints in Hell” do álbum Stained Class (1978). Nota: 4.5/5

6. Night Crawler: a melhor faixa do disco, assim como Painkiller, se refere a uma criatura fictícia criada pela banda e tem um instrumental ilustre por sua técnica apurada, versos já amplamente famosos por sua habilidade rítmica, uma excelente performance vocal de Rob Halford que varia de algumas das notas mais baixas que já alcançou em sua carreira a algumas das mais altas. Além disso a música tem um excelente senso de melodia que é bem aplicado aos versos e ao viciante porém simples refrão. Um momento interessante ocorre logo após uma interseção onde Halford canta algumas estrofes com vocal extremamente agudo e depois de um breve solo cochicha de forma sombria com uma vocal extremamente grave. É uma excelente faixa pra mostrar seu potencial e alcance vocal. Nota: 5/5

7. Between the Hammer and the Evil: uma das músicas pioneiras do Power Metal tem instrumental bem característico do estilo além de um excessivo uso de vocal operático de excelente gosto e com potencia acentuada, um forte grito inicial, ótimos versos, letras épicas e um refrão marcante que se torna inesquecível quando gritado no fim da música, dando um clima de ápice da música gostoso de ouvir. Nota: 5/5

8. A Touch of Evil: uma balada com letra extremamente sombria que novamente serve de exemplo pra mostrar toda a extensão vocal de Rob Halford. É uma música bem tocada, com performance vocal espetacular, versos viciantes, bridge marcante e refrão inesquecível, com a melhor melodia de todo o disco. É uma puta música que é um tanto menosprezada pelos fãs da banda que preferem as faixas mais velozes do trabalho. Nota: 5/5

9. Battle Hymn: uma atmosférica entrada pra última faixa do disco que cumpre seu papel com excelência. Nota: 4.5/5

10. One Shot at Glory: uma faixa forte com excelentes versos que demonstram todo o potencial vocal de Rob Halford em versos agudíssimos, também contando com letra perfeita e um refrão audacioso e elaborado que transmite muito bem a mensagem da música de forma épica, sendo este o refrão mais elaborado do disco, e o segundo mais cativante. Nota: 5/5

Conclusão: após dois discos ruins o Judas Priest precisava de algo forte pra lavar a alma, e o que eles lançaram é o álbum de Heavy Metal tradicional mais influente da história que estará pra sempre no coração de uma enorme parte dos fãs de Heavy Metal mundo afora. As performances são no geral impecáveis e a banda apresenta maestria instrumental, lírica e vocal por todo o disco.

Destaques: “Painkiller”, “Hell Patrol”, “Leather Rebel”, “Night Crawler”, “Between the Hammer and the Evil”, “A Touch of Evil” e “One Shot at Glory”.

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