master

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Título: Master of Puppets

Ano de Lançamento: 1986

Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal

1. Battery: com uma delicada entrada acústica dessas ninguém imagina a porrada que vem a seguir. “Battery” é uma música intensa com peso e velocidade aos extremos, uma excelente letra, performance vocal de James Hetfield admirável que acompanha o impecável riff base com a mesma agressividade em versos viciantes que culminam em um simplório refrão que marcou a história da música pra sempre. Nota: 5/5

2. Master of Puppets: um dos maiores hits da banda até hoje é uma técnica faixa de Heavy Metal com peso absurdo e maestria instrumental, contando com o vocal agressivo porem cativante de James Hetfield em excelentes melodias vocais com versos bem escritos e bem construídos levando a um poderoso bridge que abre espaço para o memorável e épico refrão que é dividido em duas partes. Nota: 5/5

3. The Thing That Should Not Be: uma inspirada música de Thrash Metal com excelentes riffs, remetendo a progressividade que iria dominar o álbum seguinte da banda, …And Justice for All (1988). É uma faixa com versos com melodia fácil de lembrar e contagiante com um poderoso porém aquém do restante da música refrão. Não posso deixar de citar o técnico solo da segunda metade da música que mostra toda a habilidade de Kirk Hammet, que é espetacular. Nota: 4.5/5

4. Welcome Home (Sanitarium): a faixa mais suja do disco tem uma entrada de balada mas é de fato uma música pesada e densa, não se deixe enganar pelo começo e versos amenos. A faixa vai ganhando peso e agressividade com o passar do tempo e eclode em um refrão memorável cravando mais um clássico no longo catálogo do Metallica. A faixa se tornou um clássico principalmente por suas melodias vocais e letra complexa, muito merecidamente. Nota: 5/5

5. Disposable Heroes: na minha opinião, a melhor música da carreira da banda, “Disposable Heroes” é uma faixa de Progressive Metal com técnica apurada, riffs espetaculares – especialmente o que começa aos 1:20 e se repete em todos os refrões – agregado a uma excelente e brutal performance vocal de James Hetfield que se destaca principalmente no bridge escrito de forma exímia e no refrão cheio de impacto e força. É uma das faixas mais longas da discografia da banda com quase 9 minutos mas não se torna cansativa em momento algum e tem uma excelente quebra rítmica seguida de um excelente solo que preenchem muito bem a música. Nota: 5/5

6. Leper Messiah: uma pesada faixa de Heavy Metal com toques de Thrash Metal que paira com peso entre os dois gêneros musicais em sua média duração. “Leper Messiah” tem refrões que começam de forma repentina em meio ao emaranhado de riffs e agrada com muita facilidade por sua abordagem simples e por ser a faixa menos extravagante tecnicamente do disco. Ponto positivo também para os versos que são bem construídos e bem cantados, afinal, sem eles a música seria apenas uma interminável repetição de gritos da curta frase Leper Messiah. O solo é simplesmente o melhor da carreira da banda e é acompanhado de um vocal ainda mais agressivo. Nota: 4.5/5

7. Orion: a faixa mais fraca do disco é um longuíssimo instrumental que apesar de bem feito e bem construído pode se tornar cansativo pra maioria dos ouvidos depois dos primeiros 4 minutos. É uma música feita praticamente apenas pra mostrar as habilidades de Cliff Burton no baixo e Lars Ulrich nas baquetas, com riffs que não brilham tanto quanto os usados nas músicas de verdade do disco. Eu não tenho nada contra instrumentais mas acho bom ter um bom senso quanto ao tamanho dele e o conteúdo nele apresentado. Nota: 4/5

8. Damage Inc.: a segunda faixa mais veloz feita pela banda, perdendo pra “Dyers Eve” do disco seguinte, é uma música brutal com início épico que logo abre espaço pra riffs insanamente técnicos, velozes e pesados, uma performance vocal matadora com letras inspiradas e um dos melhores refrões de toda a discografia da banda apesar de sua simplicidade. Os versos são de longe os mais empolgantes do álbum e deixam o clima lá em cima mesmo com a agressividade em que são cantados, a música ainda conta com um solo histórico que fincou seu lugar no Hall da Fama instrumental da história do Metal por sua exacerbada demonstração de senso de técnica apurado e agressividade agregada a velocidade que rompe as barreiras do som. Uma faixa incrível. Nota: 5/5

Conclusão: um dos discos mais vendidos e conceituados da história, Master of Puppets é por muitas revistas ditas especializadas considerado o melhor álbum de Metal já feito. Dentro da minha opinião, não é pra tanto, mas que o disco apresenta um trabalho impecável com excelentes seções de instrumentais, intercalamento de instrumentos, quebras rítmicas inesperadas, vocais impactantes com letras de ótimo gosto e refrões simplistas mas intensos, isso eu não posso negar.

Destaques: “Battery”, “Master of Puppets”, “Welcome Home (Sanitarium)”, “Disposable Heroes” e “Damage Inc.”.

Nota do Editor: 5/5

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