Após a saída de Rob Halford por discordâncias artísticas com o resto da banda o Judas Priest começou uma longa busca por um novo vocalista, que teria o infeliz trabalho de substituir o proclamado Deus do Metal. Eles conheceram um fã da banda chamado Tim “Ripper” Owens que fazia covers do Judas Priest e logo se interessaram pelo imenso alcance do vocalista e o resultado foi um disco que é dois is para o público, ou indigesto ou injustiçado.

jugulator

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Título: Jugulator

Ano de Lançamento: 1997

Gêneros: Heavy Metal, Nu Metal

1. Jugulator: com uma entrada Industrial, não se engane meu amigo, essa é uma faixa de puro Heavy Metal. Começando com bons riffs e um clima de mistério Tim “Ripper” Owens mostra a que veio após a longa entrada. Com uma entrada sombria falando sobre a mística criatura “Jugulator”, que não tem tradução assim como a mística criatura anterior, “Painkiller”, tem um instrumental extremamente pesado com versos carregados e uma excelente performance vocal de Ripper abusando de drives e gritos agudíssimos no refrão, principalmente em uma sessão veloz após os 3 minutos que é seguida por um rápido solo de guitarra que abre espaço para uma mudança de versos marcante em um ápice criativo dessa era pós-Painkiller do Judas Priest, finalizando com um longuíssimo grito e mais vocalizações sombrias como no início da faixa. Nota: 8/10

2. Blood Stained: com uma entrada cheia de groove a música “Blood Stained” tem versos carregados de agressividade e notas altas falando sobre sangue e violência, basicamente. A letra não agrega muito a faixa mas o resultado final agrada principalmente pelo criativo e hábil solo seguido por uma sessão de puro Nu Metal com vozes duplicadas terminando em uma parte mais calma e sombria da música que nos leva de volta a um último verso seguido de um último refrão. Nota: 7/10

3. Dead Meat: uma veloz música de Nu Metal com vocais agressivos que fala sobre… violência de novo? Ok, mas dessa vez vamos ser justos, não existe metade da inspiração de “Blood Stained”, o instrumental não é tão bem feito quanto e a performance de Ripper deixa a desejar com um refrão desajustado e sem graça. Nota: 5/10

4. Death Row: começando cochichada, a música que fala sobre um prisioneiro no corredor da morte esperando para ser executado tem um clima pesado, excelentes riffs, quebras rítmicas que tiram a música do Heavy Metal e a colocam no Nu Metal a todo momento com versos brutais e um refrão pouco dinâmico com uma letra de gosto duvidoso e um instrumental cheio de groove mas sem criatividade. É mais uma faixa fraca do disco, sendo apenas um pouquinho melhor que a anterior. Nota: 5.5/10

5. Decapitate: uma música sombria sobre… violência, já chega né? Pra que tanta violência? Ok, deixa eu me recompor. A música tem versos decentes, um bom instrumental bem pesado e um refrão sombrio que condiz com a temática, que é assassinato. Meio óbvio pelo título né? Não é uma faixa que brilha em torno as outras mas traz um pouco de decência ao disco que nas últimas duas faixas estava bem mal das pernas. Nota: 6.5/10

6. Burn in Hell: com uma entrada sombria e um riff espetacular, “Burn in Hell” se mostra a faixa mais forte até então e fala sobre amaldiçoar uma pessoa para que ela arda no inferno sem a mínima chance de escapar. Os versos são diabólicos e negativos com uma excelente performance vocal de Tim “Ripper” Owens  em uma música intensa onde ele usa toda a sua gama de vocais de forma abrangente e culmina em um poderoso refrão. A entrada da música tem quase 2:30 e quando a música finalmente engrena a diversão é garantida e os versos tomam um ritmo mais violento com refrão com múltiplas camadas e um soturno cochicho de “queime no inferno” intercalado no refrão, chegando a seu melhor momento em um excelente solo de guitarra que esbanja técnica sem deixar o peso de lado. Nota: 8/10

7. Brain Dead: mas uma música fraca fala sobre morte cerebral  após um acidente de carro do ponto de vista da vítima. É uma faixa de Nu Metal com bastante peso, versos soturnos sem muito brilho e bridge e refrão ambos sem a mínima graça. Não vou nem perder meu tempo me aprofundando nessa faixa, ela é apenas fraca e ponto. Nota: 4.5/10

8. Abductors: apresentando uma das melhores performances vocais de Tim “Ripper” Owens em toda a sua carreira, a música que fala sobre abdução alienígena varia entre vocal agressivo e com uso de drive marcado e gritos muito agudos, com um refrão brutal, uma intercessão no fim da primeira metade da música com vocal duplicado, um de peito e um em falsete, que dão um ótimo clima para a música. O solo é caprichado e eu não tenho o que reclamar dele e a música termina com uma sessão com instrumental intenso e agressivo. Nota: 8.5/10

9. Bullet Train: mais uma música bem feita com forte performance vocal, fala sobre trens balas como metáfora para como a vida passa rápido, com um bridge marcante e um refrão agressivo e cheio de peso. O riff base é ótimo mas o destaque mesmo fica para o poderoso solo que é desolador e de imenso impacto. Mesmo assim a música se mostra inferior a anterior em todos os aspectos possíveis de avaliação. Nota: 7.5/10

10. Cathedral Spires: o melhor fica para o fim. “Cathedral Spires” não é só a melhor música do disco, como também é uma das melhores de toda a longa carreira da banda, com uma entrada espetacular com excelente letra e performance vocal impecável de Ripper, falando sobre a morte de forma profunda e criativa, com versos agressivos e um épico refrão que da sinais da abordagem que Ripper usaria no seu futuro em sua passagem pelo Iced Earth. A música é a mais longa do disco com mais de 9 minutos e em nenhum momento se torna cansativa por sua melodia extremista, solos curtos e intercalados com sessões cantadas e um imenso showcase de poder vocal vindo de Ripper que aumenta um tom a cada novo refrão terminando com um estridente cântico “sacro”. É uma faixa foda, sem mais. Nota: 9/10

Destaques: “Jugulator”, “Burn in Hell”, “Abductors” e “Cathedral Spires”.

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