Em seu auge o Uriah Heep lançou 2 discos, sendo o primeiro esse que falarei agora, Demons and Wizards (1972) e o segundo The Magician’s Birthday (1972), do qual falarei no futuro. Demons and Wizards (1972) marca o topo criativo da banda com um disco complexo, cheio de quebras rítmicas, com beleza inigualável e faixas pegajosas que agregam muito a carreira dos ingleses do Uriah Heep.

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Título: Demons and Wizards

Ano de Lançamento: 1972

Gêneros: Prog Rock, Hard Rock, Heavy Metal

1. The Wizard: uma linda balada inicialmente acústica abre o disco esbanjando beleza com uma letra mística sobre um mago que tentava livrar o mundo do medo e da dor e tentava fazer com que todos se sentissem livres. A melodia dos versos é linda e conta com uma incrível interpretação de David Byron, com o refrão cantado por Mark Clarke em um refrão bonito e bem feito. É uma das melhores faixas do disco. Nota: 10/10

2. Traveller in Time: uma das faixas mais pesadas da carreira do Uriah Heep, tem instrumental pesado e impactante, versos sobre a solidão causada por ser um viajante pelo mundo, com um excelente riff na entrada e nos refrões, tem versos com tom mais baixo e uma forte performance performance vocal de David Byron com um ótimo refrão, uma intercessão de versos diferentes na segunda metade da música que culmina em um fortíssimo solo de guitarra que esbanja maestria instrumental da parte de todos da banda. Nota: 10/10

3. Easy Livin’: um dos maiores clássicos do Uriah Heep é uma pesada música de Heavy Metal com versos sobre viver uma vida fácil e evitar as dificuldades, contando com um andamento acelerado e divertido. É uma faixa de extremo bom gosto com refrão cativante e uma construção simples mas que demonstra eficácia melódica em sua realização. Nota: 9.5/10

4. Poet’s Justice: um clássico absoluto do Prog Rock com versos fortes falando sobre a  difícil busca por amor de um poeta, tem instrumental muito competentes e excelentes solos, uma performance vocal magistral por David Byron e um refrão carismático e que cativa com facilidade. Nota: 10/10

5. Circle of Hands: com uma entrada épica começando apenas com piano e depois entrando também com baixo e bateria, é uma música de Prog Rock puro com uma linda performance vocal de David Byron falando sobre a força da união, vai ganhando intensidade com o passar dos versos culminando em um excelente refrão e um marcante solo de guitarra que novamente exacerba o virtuosismo de Mick Box, abrindo espaço para mais versos e mais refrões que terminam em um épico solo com cantaroladas de Byron ao fundo. É uma faixa e tanto. Nota: 10/10

6. Rainbow Demon: uma forte faixa de Prog Rock com elementos de Hard Rock e muita influência de Deep Purple, tem versos profundos e belos sobre uma criatura mística chamada o “Demônio do Arco-Iris” tem um clima cheio de obscuridade e misticismo durante toda a longa faixa, com versos pegajosos, um instrumental marcante, uma estupenda performance vocal de David Byron, passando por um ótimo solo de guitarra que ganha pela simplicidade e a falta de pretensiosidade, fator que estraga muitas músicas do gênero, é uma faixa blueseira que lembra a era David Coverdale do Deep Purple que viria a começar depois de dois anos. Nota: 9.5/10

7. All My Life: uma divertida música de Hard Rock que fala sobre o amor incondicional por uma mulher difícil de lidar, tem versos fortes e com uma divertida performance vocal de David Byron terminando em uma sessão de vocais operáticos e gritos intensos do vocalistas que dão cor e sabor a forte música de Hard Rock. É minha faixa favorita de todo o disco. Nota: 10/10

8. Paradise/The Spell: uma linda e muito longa música de Prog Rock com performance vocal marcante de Byron, fala sobre a beleza do amor e a insegurança que nos cerca quando tememos que algo está errado. Ela tem um instrumental meio acústico impecável que abusa de passagens melódicas para cativar e tem grande sucesso nisso. A segunda parte da faixa é mais rocker e veloz, apostando em uma abordagem divertida cantada por Ken Hensley, que tem seu tom drasticamente abaixado após certo tempo para a entrada de um magistral solo que encabeça o ritmo da faixa mudando até a melodia dos versos seguintes. Não é uma das melhores faixas do disco mas não deixa de ser mais uma música impecável. Nota: 10/10

Destaques: “The Wizard”, “Traveller in Time”, “Poet’s Justice”, “Circle of Hands” e “All My Life”.

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