Em uma polêmica tentativa de reganhar fôlego, o Helloween lançava Pink Bubbles Go Ape em 1991, o primeiro disco sem Kai Hansen – mente criativa e guitarrista principal da banda. Muitos não gostaram do resultado e acharam que a música da banda teria se tornado massante mas eu simplesmente discordo, acho que foi apenas uma nova roupagem que a banda usou, muito fiel ao estilo “Happy Happy Helloween” dos três primeiros discos, e que pode agradar qualquer um que o ouça de mente aberta.

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Título: Pink Bubbles Go Ape

Ano de Lançamento: 1991

Gêneros: Power Metal, Progressive Metal

1. Pink Bubbles Go Ape: uma entrada curta e carismática, feita de forma acústica por Michael Kiske e cantada a pé de ouvido, da uma ideia do que vem por aí. Nota: 7.5/10

2. Kids of the Century: uma faixa de Power Metal tradicional, tem uma cativante letra sobre viver na era do medo, raiva e mentira tentando manter sua inocência, é uma música muito animada e com melodia pra cima, com uma boa performance vocal de Michael Kiske e um refrão bem divertido, conta também com um solo bem feito e uma interseção gritada após ele, já ganhou status de um dos clássicos da banda hoje em dia. Nota: 8.5/10

3. Back on the Streets: com um riff veloz e um solo logo de entrada, é uma música pra cima com ótima e marcante performance vocal de Michael Kiske e com belas melodias nos versos, tem uma letra sobre voltar com tudo, e tem uma performance cada vez mais intensa do vocalista, com um curto solo e uma vibe positiva. Nota: 9/10

4. Number One: uma música de Progressive Metal sobre botar a felicidade em primeiro lugar, tem uma melodia menos criativa que as faixas anteriores e um andamento desinteressante. O refrão é de fato legal, mas não salva a faixa de ser apenas uma música decente em meio a  várias outras ótimas. Nota: 6.5/10

5. Heavy Metal Hamsters: com letra hilariante sobre a banda ter se tornado um “bichinho de estimação” do Heavy Metal é uma faixa com bom vocal, versos com ótima melodia, uma performance aguda e com certo uso de drives por Michael Kiske, tem um refrão simples, direto e eficaz em uma sonoridade agradável e que não deixa a peteca cair. Nota: 8/10

6. Goin’ Home: uma vigorosa faixa de Power Metal sobre finalmente voltar a sua casa após uma turnê, tem melodias carismáticas nos versos, uma excelente performance vocal de Michael Kiske e um bridge muito bem feito refrão viciante e com notas altíssimas, com fortes hooks e um excelente instrumental chegando ao seu pico em um ótimo solo de guitarra e baixo na segunda metade da música, da o tom a sexta faixa do disco. Nota: 9/10

7. Someone’s Crying: outro clássico da discografia do Helloween, é uma faixa que mistura Power Metal e Progressive Metal, tem uma letra falando sobre a mudança de caminho musical da banda de forma sutil e tradicional, com versos fortes, um refrão cativante e uma incrível nota alta de Kiske fechando a música. Nota: 9.5/10

8. Mankind: a melhor música do disco e uma das melhores faixas da discografia da banda, essa obra prima do Progressive Metal fala sobre a força da humanidade que mesmo assim ainda é enganada e é frágil a manipulações, tem a letra de tom mais sério e politico-social do disco com versos divertidos, um refrão épico e extremamente marcante e uma performance vocal exímia de Michael Kiske acompanhada de um excelente solo e um andamento muito progressivo nos versos.  Nota: 10/10

9. I’m Doin’ Fine, Crazy Man: uma música engraçada que fala sobre se sentir bem de forma simplista e direta, tem versos divertidos e um refrão único, mas exagero um pouco no descompromissamento e humor exagerado e tem um instrumental de gosto duvidoso que encabeça a faixa de maneira pouco criativa, com um solo mediano e sem emoção, sendo uma faixa que tem como grande trunfo a performance vocal de Michael Kiske nos versos, não conseguindo salvar apenas com esse elemento em especial.  Nota: 5.5/10

10. The Chance: uma música carismática e novamente com tom sério, tem resquícios de “Eagle Fly Free” em sua letra, que fala sobre a chance que temos de fazer melhor e como a deixamos escapar muitas vezes, tem um tom animado apesar da seriedade  da letra e abusa de uma ótima melodia para passar sua mensagem, com excepcional performance vocal de Michael Kiske e uma nota altíssima próxima ao fim da música, onde o refrão ganha ainda mais intensidade. Nota: 8.5/10

11. Your Turn: uma balada sem inspiração e com uma péssima letra sobre ser a sua vez de ser livre, tem uma notável performance vocal de Kiske que infelizmente não consegue salvar a faixa do marasmo melódico que ela apresenta. É facilmente a pior música do disco e uma das piores de toda a carreira da banda. Nota: 4/10

Destaques: “Kids of the Century”, “Back on the Streets”, “Goin’ Home”, “Someone’s Crying”, “Mankind” e “The Chance”.

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