Após um começo de carreira conturbado, o Bon Jovi sentiu o gosto do sucesso em Slippery When Wet (1986) e eles queriam mais. Partindo do Hard Rock de seu disco anterior pra uma abordagem Pop Metal, gênero esse extremamente popular no fim dos anos 80 graças a Aerosmith, Van Halen, Motley Crüe e Poison, a banda acertou em cheio em mais um disco, que explora esse sub-gênero com muita sabedoria e pega todos os elementos bons dele deixando os ruins de lado em um disco clássico, lotado de hits e que vendeu incríveis 18 milhões de cópias, é até hoje considerado pela grande maioria dos fãs do estilo como um dos discos definitivos do Pop Metal e por fãs da banda como o disco definitivo do Bon Jovi.

Bon_Jovi_-_New_Jersey

4

Título: New Jersey

Ano de Lançamento: 1988

Gêneros: Pop Metal, Hard Rock

1. Lay Your Hands on Me: com um início que remete a Arena Rock o disco começa com uma faixa que faz bom uso monólogos, gritos em conjunto e bateria latente. Quando a música entra me deixa certo de que o disco começa em grande estilo, com uma música com letra levemente sexual falando sobre satisfação e toque em ritmo animado. O riff e o andamento dos versos é excelente e mostra o quanto a banda consegue soar descontraída e divertida, inclusive no solo. A faixa abre o disco em alta qualidade. Nota: 8.5/10

2. Bad Medicine: uma das músicas definitivas do Pop Metal, com elementos de Kiss, é uma divertida faixa com um trocadilho sexual com duas palavras que dizem “remédios ruins” mas soa como “medicina de cama” que é uma descrição de como é o relacionamento entre Jon Bon Jovi e uma mulher e como ele quer que continue sendo. A música é novamente descontraída e tem um tom muito alegre durante toda a sua duração, com ótimos versos, instrumental competente e refrão memorável. Nota: 9/10

3. Born to Be My Baby: o maior hit do disco tem vários elementos do grande hit do disco anterior, o clássico “Livin’ on a Prayer”, compartilhando o mesmo estilo de versos energéticos, ótima performance vocal e um refrão chiclete que gruda na cabeça muito fácil, falando sobre uma mulher que nasceu para ser dele, com diversão garantida. É uma faixa de facílima assimilação e até pessoas que não são grandes fãs do Pop Metal conhecem a música e até gostam dela por sua fácil acessibilidade. O solo é bem feito, mas nada de extraordinário, mesmo assim se destacando na segunda metade da música marcando em seu fim uma quebra rítmica onde o bridge é repetido. Nota: 9/10

4. Living in Sin: uma das melhores faixas do disco, é uma poderosa balada que fala sobre um amor pecador e o julgamento de outras pessoas, tem letra muito profunda com excelente melodia nos versos e um intenso e viciante refrão que enfatiza o nome da música. É uma música impecável, com instrumental simples mas que casa perfeitamente com sua melodia e a quebra rítmica emocional próxima ao fim da música é seu pico em criatividade e qualidade, aumentando a intensidade do refrão tanto em performance vocal quanto em instrumental com agudíssimos gritos de Bon Jovi para finalizar a música em grande estilo. Nota: 9.5/10

5. Blood on Blood: minha música favorita do disco, fala sobre amizade eterna de linda forma, tem um ritmo contagiante, uma incrível performance vocal de Jon Bon Jovi, uma letra profunda e cativante e um espetacular refrão que não tem espaço pra erros tornando-a a música de Pop Metal perfeita. Infelizmente ela tem menor reconhecimento que metade das músicas desse disco. Nota: 10/10

6. Homebound Train: um Hard Rock empolgante, com excelente instrumental e uma forte performance vocal de Bon Jovi, transmite intensa simpatia em seus versos animados e refrão pegajoso, com letra pouco interessante mas que fica para segundo plano com tamanho carisma. Nota: 9/10

7. Wild is the Wind: a “Wanted Dead or Alive” do disco começa com um belo dedilhado de violão e logo progride pra uma Power Ballad com clima western em versos fortes sobre uma mulher querer você diferente da forma que você realmente é, tem uma mensagem legal encaixada em bons versos e um cativante refrão e não peca em nada. Nota: 8.5/10

8. Ride Cowboy Ride: um blues curto mas muito divertido com uma excelente performance de Jon Bon Jovi, fala sobre a  vida de um Cowboy com muito estilo em sua simplicidade, servindo de abertura pra mais uma faixa do álbum. Nota: 9/10

9. Stick to Your Guns: com uma bela entrada, essa Power Ballad fala sobre como ser um Cowboy fora da lei em versos carismáticos e contagiantes e um refrão bem feito e redondinho, ainda consegue ser a pior faixa do disco, apesar de ser ótima. Nota: 8/10

10. I’ll Be There For You: a balada mais conhecida da banda ao lado de “Bed of Roses” e “Always”, é uma música sobre amor verdadeiro cantada com muita emoção por parte de Bon Jovi, em versos grudentos e um cativante refrão que diz “eu vou estar aí por você, essas “5 palavras” eu prometo a você, quando você respira eu quero ser o ar pra você, eu vivo e eu morro por você, eu roubo o sol do céu pra você, palavras não podem dizer o que o amor pode fazer, eu vou estar aí por você”. Emocional, não? Se não bastasse a bela letra a música ainda ganha intensidade com o passar dos minutos e marca eternamente todos a procura de uma balada que simboliza o mais puro amor. Nota: 9/10

11. 99 in the Shade: uma energética faixa de Pop Metal com ótimo instrumental, uma excelente performance vocal de Jon Bon Jovi com performance vocal rasgada e desleixada e um refrão muito bem cantado e divertido, é uma música pra ouvir numa longa viagem de carro no volume máximo por sua energia constante e letra animada sobre se encontrar com amigos pra fazer Rock e festar. Nota: 8.5/10

12. Love for Sale: um Blues divertido, com excelente uso de gaita e um andamento ameno tem um clima de Jam, falando sobre buscar amor de forma descontraída e bem divertida, caprichando no solo de violão que aumenta a velocidade e intensidade da música, fechando o disco de forma única. Nota: 8/10

Destaques: “Bad Medicine”, “Born to Be My Baby”, “Living in Sin”, “Blood on Blood”, “Homebound Train” e “I’ll Be There For You”.

Anúncios