O canadense Neil Young sempre mostrou bons resultados e em sua longa carreira, agora completando 36 discos, ele conseguiu emplacar vários hits na rádio e rivaliza Tom Petty e Bob Dylan como o maior nome do Folk Rock em terras americanas. Seu novo disco é conceitual e promete uma visão profunda criticando a agroempresa Monsanto. Será que a qualidade dele excede as expectativas? Veja a seguir.

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Título: The Monsanto Years

Ano de Lançamento: 2015

Gêneros: Folk Rock, Rock

Com músicas altruístas como “New Day for Love” o disco mostra extrema preocupação com a saúde do povo americano abusando de melodias grudentas e letras com muita seriedade para isso, enquanto em faixas mais tradicionais a carreira do cantor-compositor como “Wolf Moon”, “Rock Star Buck a Coffee Shop”, “Workin’ Man” e “Monsanto Years” a mensagem é passada com maior descontração em melodias divertidas e descompromissadas.

O disco segue forte durante toda a sua relativamente grande duração (50 minutos) e tem seus momentos mais inspirados quando Neil Young não se deixa cegar pela crítica social e se foca mais em fazer música boa. Isso fica notável em músicas como “Wolf Moon”, “Big Box” e “Rules of Change”, enquanto as faixas “People Want to Hear About Love”, “Workin’ Man” e “If I Don’t Know” mostram um Neil cheio de politicagem e meio sem rumo, mostrando o elo fraco do disco.

Felizmente as faixas boas são maioria e ele é um disco bem feito e bem escrito que consegue agradar aos fãs mesmo em seus piores momentos, então, ponto positivo para Neil Young que parece não planejar lançar um disco ruim tão cedo – contanto que finjamos que os discos dos anos 80 não existiram. Eu inclusive, prefiro assim. E a resposta a pergunta na introdução do post é sim, o disco supera com folga as expectativas.

Destaques: “Wolf Moon”, “Big Box”, “Rock Star Bucks a Coffee Shop” e “Rules of Change”.

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