Os canadenses do Mystery chegam a seu sexto álbum em sua mundialmente aclamada discografia e dessa vez optam por um som mais experimental e denso que abusa de belas melodias e muita complexidade para criar sua atmosfera única de Prog. Rock. A pergunta que não cala é, esse disco se iguala em qualidade a seus antecessores?

delusion

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Título: Delusion Rain

Ano de Lançamento: 2015

Gêneros: Prog. Rock, Alt. Rock

A resposta pra essa pergunta é difícil. Enquanto o disco se iguala a Beneath the Veil of Winter’s Face (2007) e Destiny (1998), ele perde feio para discos como The World is a Game (2012) e One Among the Living (2010).

As faixas aqui são muito complexas e inspiradas. “Delusion Rain” mostra muito virtuosismo e toques neoclássicos em sua entrada e logo tem uma quebra rítmica que muda totalmente o panorama da música, optando por uma abordagem Floydiana, parecendo com o trabalho que o Porcupine Tree faz em seus mais de 10 minutos de duração.

Enquanto faixas como “If You See Her” cativam por sua acessibilidade e transparência com seus objetivos, músicas mais técnicas como “The Last Glass of Wine” são definidas por intensidade e letras que provocam reflexão. “The Willow Tree” por sua vez é com seus quase 20 minutos de duração a faixa mais longa do trabalho, e uma música que usa de elementos mais básicos e intimistas pra passar a sua mensagem, mostrando grande potência vocal do Jean Pageaun, mas se tornando cansativa com o passar dos minutos. A melhor música do trabalho, chamada “Wall Street King” tem instrumental complexo e uma mensagem forte sobre poder e seu outro elo, a fraqueza, com melodias intensas e refrão cativante.

O disco fecha com mais uma faixa longa, chamada “A Song for You”, contando com mais de 12 minutos e misturando Neo-Classical Metal com Prog. Rock em uma melodia densa e bela que mostra todo o potencial da banda para fazer uma mistura de bom gosto das sonoridades de Pink Floyd e Rush cativando fácil mas também cansando com sua repetição tendo como seu trunfo o criativo solo.

Esse longuíssimo disco que passa da marca dos 60 minutos tem grandes momentos por toda a sua duração mas não é tão impecável quanto alguns dos trabalhos anteriores da banda e tem uma abordagem por vezes cansativa e repetitiva, e deve agradar somente aos fãs mais fervorosos de Prog. Rock, soando pretensioso para fãs de outros estilos musicais mais simplistas e diretos. Como eu faço parte dos ‘maníacos por Rock e Metal Progressivo o disco me caiu bem e me trouxe um saldo positivo e de muito bom gosto.

Destaques: “If You See Her”, “The Last Glass of Wine” e “Wall Street King”.

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