A banda formada por Slash e Scott Weiland tem uma abordagem mais simples que a de ambos os artistas em seus trabalhos anteriores, com um Hard Rock polido e criativo com faixas diversificadas e muita descontração.

contraband

3

Título: Contraband

Ano de Lançamento: 2004

Gênero: Hard Rock

Curiosamente o que menos surpreende no disco é a guitarra, enquanto o baixo e vocal dominam. Isso fica muito evidente em muitas músicas do disco, apesar da performance afina de Slash. Representando o elo mais fraco do trabalho, que é dominado por faixas que vão do mediano ao muito bom, são notáveis a mediana porém empolgante Sucker Train Blues, a fraca Big Machine, a Hard Rock tradicional Superhuman que peca por uma melodia pouco agradável, a pesada Set Me Free que apesar de veloz e com muito intensa em certos momentos peca terrivelmente nos versos intragáveis e na letra tanto quanto estúpida. Ainda temos o leve Post-Grunge You Got No Right com uma apresentação de forma geral bela e um refrão legal, mas que perde pontos ao se tornar mais pesada e perde a chance de se destacar no disco. Ainda são negativamente notáveis as faixas Slither Loving the Alien, sendo a primeira apenas uma faixa de Hard Rock sem inspiração enquanto a segunda é uma atrocidade que nem devia fazer parte do disco por ser extremamente abaixo das outras músicas em qualidade.

O lado ótimo-excelente do trabalho é composto pela melódica e de muito bom gosto faixa chamada Do It For the Kids, a intensa e divertida Spectacle, que é a faixa mais criativa e diferente do disco. Além dessas duas o disco conta com a bela balada Fall to Pieces, com refrão fortíssimo e uma boa letra sobre estar caindo em pedaços de tristeza, sendo uma música muito melódica e melancólica que marca fortemente o disco. Ela é seguida pela incrível Headspace que é de longe a música mais pesada do disco, com uma performance vocal cativante de Weiland, uma letra ideal pra essa sonoridade falando sobre alguém que suga o seu bem estar com maldade e más intenções e pra finalizar o melhor lado do disco, temos o clássico contemporâneo Dirty Little Thing, uma faixa divertida e descompromissada com boas performances de todos os membros da banda e um dos bridges mais memoráveis do Hard Rock moderno, além de seu intensamente cativante refrão.

Destaques: Spectacle, Fall to Pieces, Headspace e Dirty Little Thing.

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