O arrogante Kanye West que constantemente se comparada a nomes como Jesus Cristo e se auto-intitula a voz dessa geração tem cacife pra falar tanta merda. My Beautiful Dark Twisted Fantasy é uma intensa viagem de auto-crítica por dentro da cabeça de West que parece ter reconhecido seus erros e admitir que não é a pessoa perfeita do qual ele tenta passar a sua imagem, chegando a certo ponto no disco de se proclamar um monstro. Veja a resenha sobre este espetacular trabalho de Rap que figura entre os melhores feitos em toda a história apresentando uma fortíssima mistura entre trabalho autoral e os mais variados samples que agregam e muito a densa sonoridade do trabalho.

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5

Título: My Beautiful Dark Twisted Fantasy

Ano de Lançamento: 2010

Gêneros: Rap, Hip Hop

Dark Fantasy abre o disco em grande estilo. Após um breve monólogo entra a música repleta de samples em uma melodia complexa, excelentes vocalizações e com um poderoso rapping de Kanye West falando sobre si mesmo de forma arrogante e se colocando como um Deus da música, em uma melodia excelente e ótimas quebras rítmicas. Ela é seguida por Gorgeous, uma música de Rap tradicional com um excelente riff de guitarra durante toda a música e uma excelente performance de West falando sobre novas oportunidades de fazer melhor e ser alguém na vida com uma mensagem que reque reflexão pra ser absorvida. A próxima música novamente mostra arrogância da parte de West com ele falando sobre o seu poder e com um adequado sample de 21st Century Schizoid Man, clássico absoluto do King Crimson, chamada Power que aborda principalmente a má fama e egocentrismo de West sem endeusar essas características.

Seguindo com o disco temos o interlúdio da excelente All of the Lights com uma excelente participação de Rihanna e uma das sonoridades mais bem feitas e densas do disco apresentando uma excelente performance de Rihanna e um intenso bridge que da cor ao álbum, falando sobre fama de forma magistral em uma música que beira a perfeição, e ela nem é a melhor faixa do disco em? Continuando vem a faixa Monster, uma auto-crítica repleta de participações vocais com a memorável frase de West “fofoca, fofoca, negão, apenas parte, todo mundo sabe que eu sou um maldito monstro” e pecando apenas pela participação da vulgar e sem talento Nicki Minaj. Ela é seguida por So Appalled, uma das músicas mais básicas, diretas e simples do disco, com uma letra interessante mas uma melodia pouco interessante e que não agrega tanto ao disco como a maior parte das faixas. A oitava faixa do disco é a estilosa Devil in a New Dress, usando samples de muito bom gosto fazendo da melodia um deleite absoluto de magia única e delicadeza impar, com letra complexa e um viciante refrão em uma faixa que apesar de tanto quanto longa não cansa em momento algum.

Runaway é o maior hit do disco, com seus imponentes 9:07 de duração, é mais uma faixa de auto-crítica com extrema inspiração e bom gosto por parte de West sendo facilmente a melhor música do trabalho, com uma letra muito complexa com um refrão espetacular e o melhor instrumental do disco composto basicamente de sintetizadores e piano apenas onde West recomenda que as pessoas fujam dele o mais rápido que puderem. É um sinal de humildade de alguém que vive chamando a atenção por seu egocentrismo e cai bem ao álbum. A faixa seguinte é a intensa Hell of a Life com uma melodia no refrão que homenageia Iron Man do Black Sabbath com sua melodia idêntica ao riff do clássico da banda. É a música mais experimental do trabalho e também a mais vulgar do mesmo, mas isso não tira seu brilho e ela é facilmente uma das melhores faixas já feitas por West. Ela é seguida por Blame Game, uma balada sensível que parece ter servido de inspiração para o que o Ed Sheeran faria no futuro por se tratar de uma faixa de Pop amena e intimista.

Lost in the World começa com uso de auto-tune para dar um intencional tom melancólico pra música, que rapidamente ganha intensidade e se torna um dos grandes destaques do disco por sua melodia contagiante, ótima letra sobre uma pessoa ser tudo pra você, excelentes vocalizações e melodias vocais e intensas quebras rítmicas entre os versos e o refrão. Para finalizar o disco Kanye West fez a música Who Will Survive In America, um monólogo de tom político que fecha o disco de forma protestante.

Destaques: Gorgeous, Power, All of the Lights, Devil in a New Dress, Runaway e Hell of a Life.

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