Os curitibanos do Axecuter renunciam o Metal moderno e se prendem ao Old School com uma sonoridade fiel aos anos 80 em um trabalho forte e com personalidade que apresenta uma banda madura e que carrega a bandeira do Metal Nacional com orgulho. Veja a resenha sobre o primeiro disco deles a seguir.

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Título: Metal is Invincible

Ano de Lançamento: 2o13

Gênero: Heavy Metal

Começando com uma faixa pesada, com velocidade e ótimos riffs, temos a faixa Metal is Invincible que logo de início já tem um grito brutal seguido de fortes versos sobre a força do Metal e um ótimo e simples refrão que agrega muito a melodia contagiante da música, que apresenta um excelente solo de guitarra em sua segunda metade onde a intensidade é elevada de forma exorbitante. Too Heavy to Load é uma música de riffs galopantes remetendo diretamente a Judas Priest e Iron Maiden instrumentalmente, com uma letra sobre ser forte ou cair fora em uma sonoridade limpa e divertida com vocais agressivos e que remetem a Grave Digger. Feed the Beast é uma excelente música de Heavy Metal tradicional com instrumental impecável e fortes versos falando sobre alimentar sua besta interior (pelo menos na minha interpretação) em um som coeso e que apresenta uma excelente performance vocal e lembra o primeiro EP do Destruction em parte, com uma performance vocal impetuosa e que faz a faixa triunfar como um dos grandes destaques do disco. No God, No Devil (Worship Metal!) é uma música mais direta com um técnico riff base e uma abordagem pra cima e agressiva em louvor ao Metal como uma religião, com elementos líricos de Manowar e Manilla Road e uma excelente performance de todos os envolvidos. Ela é seguida por Bangers Prevail, a faixa mais agressiva até então, com um bom instrumental e versos divertidos que demonstram grande poder por parte do vocalista Daniel Danmented, o solo é excelente e a música apesar de inferior as outras continua sendo um petardo do Heavy Metal.

Com um excelente riff cadenciado sem deixar a velocidade de lado, Destructive Blitzkrieg é um divertido instrumental de Heavy Metal com excelência em melodia e que não decepciona em momento algum, esbanjando habilidade por parte do trio, tendo destaque na técnica bateria e no intenso solo que domina a segunda metade da música. A seguir temos Keep on Sinning, a música de instrumental mais técnico do disco, com boas doses de velocidade e peso além de desmedidos vocais que fala sobre pecar não ser algo tão ruim assim em grande estilo, contando com um solo de intensidade elevada em sua segunda metade e com uma bateria que lembra muito o trabalho de Nicko McBrain acompanhando os estridentes riffs que marcam o ápice da música. The Fires of Krakatoa fala sobre a erupção vulcânica mais violenta já presenciada pelo homem em épicos 10 minutos, começando com uma entrada atmosférica e com riffs amenos acompanhados de um longo monologo e a música só começando realmente após 3 minutos e meio com riffs que remetem ao Metal Neoclássico e Progressivo de Savatage com pitadas de Accept por sua sonoridade inicialmente marchada, logo ganhando velocidade e riffs com cadenciamento extremamente bem realizado e com um brutal vocal que me fazem bater cabeça até machucar meu pescoço, contando ainda com um excelente solo, muito atmosférico e com belas notas que apresenta curtas quebras rítmicas na melhor faixa do trabalho. Heavy Metal to the World fecha o disco com uma música em homenagem ao nosso amado gênero musical nesse belo cover de Manilla Road com participação do próprio Mark Shelton nos refrões e solo, com a melhor performance vocal do disco e um instrumental básico mas que diverte e cativa fechando o trabalho de forma excelente.

Destaques: Too Heavy to Load, Feed the Beast, Keep on Sinning, The Fires of Krakatoa e Heavy Metal to the World.

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