Em seu sexto álbum o Behemoth começou uma longa sequência de clássicos contemporâneos que agradaram as massas. O primeiro disco desta boa safra é Zos Kia Cultus (Here and Beyond), um trabalho visceral de Black Metal onde a banda tinha acabado de começar a se tornar uma mistura de Black e Death. As músicas tem excelente qualidade e intensidade elevadas e prometeram agradar todos os fãs de Metal Extremo. Veja o que tenho a falar sobre ele a seguir.

zol kia cultus

4

Título: Zos Kia Cultus (Here and Beyond)

Ano de Lançamento: 2002

Gêneros: Black Metal, Death Metal

Horns ov Baphomet começa com um monólogo e é seguida por um pesadíssimo instrumental com vocais ríspidos e uma excelente abordagem de Black Metal que prioriza o peso ao invés da velocidade, com riffs carregados e guturais violentos. Ela é seguida pela intensa Modern Iconoclast que tem um instrumental impressionante, quebras rítmicas insanas e um vocal tempestuoso que só agrega ao peso magistral da música, contando com um refrão forte e vociferações enfurecidas de Nergal. Ela é seguida pela faixa de Black Metal Her and Beyond que conta com uma excelente performance vocal, mais constantes quebras rítmicas e muito peso, além de um belo solo em uma excelente intercessão onde a faixa fica mais leve pra dar enfase a estridente guitarra. As Above So Below é a música seguinte, com um instrumental de técnica apurada, vocais carregados de peso e agressividade além de um ótimo refrão. Blackest ov the Black é a uma das músicas mais intensas do disco, com uma brutal performance vocal e um refrão desmedido acompanhado de uma ótima quebra rítmica. Hekau 718 é um interlúdio para a sétima música do disco com excessivo peso e agressividade em sua breve duração.

The Harlot ov the Saints abre a segunda metade do álbum de forma direta em uma ríspida música de Black Metal com vocal intenso e uma curta duração. Ela é seguida pela faixa de instrumental relativamente simples No Sympathy for Fools que tem peso exacerbado, muita velocidade, excelente vocal e um instrumental que abusa de técnica no decorrer da música. A intensidade nela é muito alta e ela é mais uma música relativamente curta. Zos Kia Cultus, a faixa título, é curiosamente a menos interessante do disco, com um instrumental razoável e uma performance vocal boa mas uma melodia menos técnica e experimental que as das faixas anteriores, tendo como único destaque mesmo o seu solo.

Fornicaatus Benefictus é mais um atmosférico interlúdio com um monólogo ocupando toda a breve faixa, abrindo para a pesada Typhonian Soul Zodiak que inova em misturar influências de música da Espanha ao truculento peso em seu início, erguendo-se a uma faixa agressiva e de extremo peso e vocal bestial sendo facilmente um dos destaques do álbum. O disco fecha com faixa de Black Metal tradicional Heru Ra Ha – Let There Be Might, contando com intenso instrumental, ótimo vocal e um refrão memorável.

Destaques: Modern Iconoclast, Blackest ov the Black, No Sympathy for Fools, Typhonian Soul Zodiak e Heru Ra Ha – Let There Be Might.

Anúncios