Antes de sua carreira solo, Devin Townsend projetava a sua brilhante mente nos confins do Death Metal americano com a suja banda Strapping Young Lad, que com influências industriais apresentava com vigor um som rigidamente agressivo, com criatividade intocável e qualidade extraordinária, seu melhor trabalho foi o álbum City (1997) e é sobre ele que falarei nesse review.

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Título: City

Ano de Lançamento: 1997

Gêneros: Death Metal, Industrial

A intro Velvet Kevorkian abre o disco de forma atmosférica e fenomenal, com uma sonoridade muito pesada e intensa. A primeira música se chama All Hail the New Flesh e é uma visceral faixa de Death Metal que após uma breve sessão instrumental mostra um poderoso e longo grito de Devin Townsend que abre passagem para os agressivos versos sobre nunca ter medo ao tomar as suas atitudes com brutalidade máxima, tendo uma quebra rítmica forte para o melódico bridge que antecede o bestial refrão da música. Oh My Fucking God é uma faixa que começa com monólogos e efeitos de fundo além de uma leve bateria e logo encarna-se demonicamente por um extremamente rasgado grito de Devin Townsend e versos cantados em uma velocidade anormal, com muito peso e até mesmo diversão.

Detox é a melhor música da carreira da banda, com um instrumental técnico e cheio de quebras rítmicas, além de vários gritos iniciais de Townsend e logo depois a banda vociferar em conjunto “hey, come on”, dando abertura aos vocais mais intensos do disco, que são gritados a todos pulmões por Devin e apresentam uma melodia cativante única finalizando a faixa com uma intercessão vocal diferente e um animalesco solo de guitarra que marca outra quebra rítmica. Home Nucleonics é uma das músicas mais pesadas e agressivas do disco, com uma excelente mistura entre gritos rasgados de Devin Townsend e profundos guturais no refrão, com um instrumental extremamente complicado de ser executado e um espetacular refrão. AAA começa leve e cadenciada com vocais cochichados, e de forma crescente ganha peso e agressividade até chegar a sua forma final. Uma feroz música de Death Metal com refrão extremamente intenso e uma incrível performance vocal de Devin, versos com um toque melódico e um refrão pesado e direto, explodindo em um visceral solo de guitarra.

Ela é seguida por Underneath the Waves, uma constante faixa com um refrão cada vez mais pesado com expertise em instrumental, versos brutais e quebras rítmicas experimentais que agregam muito a qualidade da música, com uma curiosa intercessão vocal após um excelente solo de guitarra, finalizando com extremismo e violência. Room 429 é a música mais diferente do disco. Não é tão veloz ou tão pesada quanto as outras e tem uma ótima letra e uma performance vocal carismática de Devin Townsend falando sobre sexo de forma sutil e amena. O disco fecha com a tempestuosa e atmosférica música de Metal Industrial Spirituality, com uma intensa performance vocal de Devin Townsend e ótimos riffs arrastados e pesados que mostram todo o seu poder durante o melódico refrão.

Destaques: All Hail New Flesh, Detox, AAA e Underneath the Waves.

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