Os paulistas do Higher lançaram esse ano um disco de Heavy Metal sem pretensões comerciais, com um som dedicado ao uma mistura entre nosso amado gênero e o Prog. Metal de qualidade e músicas que prometem marcar o cenário nacional com uma abordagem direta e complexa. Vamos ver o que eu tenho a dizer sobre essa nova banda do Metal Nacional.

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Título: Higher

Ano de Lançamento: 2015

Gênero: Prog. Metal, Heavy Metal

Lie é uma música que já começa com gritos rasgados dizendo o seu nome seguidos de um espetacular riff que abre espaço para o instrumental base da música, com excelente qualidade, vocais operáticos falando sobre mentiras, um cativante refrão e um solo muito bom, abrindo o disco com excelência. Illusion é uma faixa que remete Iced Earth, com riffs pesados e bem feitos, vocais agressivos de Cezar Girardi e um refrão melódico e um bom solo. Não se destaca no disco mas não atrapalha. Keep Me High é uma faixa de instrumental intenso, belos riffs de guitarra, um excelente trabalho de baixo, base pesada e agressiva, uma poderosa performance vocal e um refrão extremamente cativante, além de um excelente solo.

Climb the Hill tem um começo ameno, mas logo ganha bons riffs da guitarra principal e uma base forte e bem feita do qual me identifiquei bastante, com quebras rítmicas muito bem colocadas e um ótimo trabalho nas cordas, além de versos remetendo ao Folk Metal e uma marcante performance vocal que é exaltada especialmente no divertido refrão da música. Like the Wind tem uma poderosa performance vocal, alcançando notas bem altas. Além disso, é nítido o capricho no baixo e o riff base apesar de simples cativa. Os versos são bem construídos e bem cantados e a música agrada bastante. Ela é seguida por Break the Wall, uma emocional balada de Heavy Metal que varia a todo tempo entre vocais afinados e vocais agressivos em seus versos, com um poderoso refrão onde o vocalista alcança boas notas, seguido de um solo virtuoso que se encaixa muito bem na proposta da música e adiciona intensidade a ela.

Time to Change é uma música com mais groove, muito cadenciada e com riffs arrastados, apresentando o melhor instrumental do disco. Ela conta com uma ótima performance vocal em versos inspirados, um bridge bem feito e um refrão que apesar de simples faz seu trabalho com maestria e pra finalizar um técnico e veloz solo de guitarra. É minha música favorita do disco. Make it Worth tem um instrumental técnico e divertido, com ótimas nuances de Prog. Metal sendo apresentadas na faixa, além de uma cativante performance vocal e um bom refrão. O disco fecha com The Sign, com excelentes linhas de baixo que estão um pouquinho mais altas que o restante dos instrumentos, mas acho que propositalmente. A performance vocal novamente é um destaque e o bridge chama a atenção por sua agressividade enquanto o refrão chama atenção por seu tom melódico. A banda também pode se orgulhar do ótimo solo encontrado aqui que tem até pitadinhas mínimas de Dream Theater.

Destaques: Lie, Climb the Hill, Break the Wall, Time to Change e The Sign.

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