O Primator em seu trabalho de estréia apostou em uma proposta em uma abordagem de Heavy Metal tradicional com influência de Thrash Metal e Power Metal em um disco divertido e diverso que mostra uma banda afiada e com muito talento.

Capa Involution

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Título: Involution

Ano de Lançamento: 2014

Gêneros: Heavy Metal, Power Metal, Thrash

Abrindo com uma faixa de ótimo instrumental e incrível performance vocal chamada Primator, o disco se inicia em alta. Os riffs são divertidos e o vocalista alcança notas altíssimas no decorrer de toda a música e eles mostram que não vieram pra brincadeira. Ela é seguida por Dead Land, uma poderosa faixa de Heavy Metal com ótimos versos cantados habilmente por Rodrigo Sinopoli e um instrumental que remete a Annihilator esbanjando qualidade. Flames of Hades é uma faixa pesada, com vocal operático lembrando vagamente Matt Barlow, ex-Iced Earth, com um refrão decente e um bom solo. Definitivamente não é um dos destaques do disco apesar de sua inegável qualidade. Caroline é uma balada tocante, com uma impressionante performance vocal, com um início lembrando os das primeiras músicas do Queensrÿche na primeira metade dos anos 80, demonstrando peso em riffs cadenciados e com versos operáticos e de forte impacto, além de um cativante refrão. Black Tormentor é uma faixa extremamente gritada, com um excelente instrumental, versos pegajosos, vocal operático durante toda a sua duração e um refrão acompanhado de uma espetacular nota alta.

Let Me Live Again começa emocional, com uma bela letra sobre ter uma nova chance na vida, brevemente ganhando peso em seu inspirador refrão e poderosa performance vocal, mas a melodia do refrão tem seus pecados que podem facilmente ser ignorados por fãs de Heavy Metal menos exigentes. Face the Death começa com um visceral grito e logo passa para um potente instrumental acompanhado de vocais extremamente agudos e versos que demonstram grande inspiração por parte da banda, além de um cativante refrão sobre enfrentar a morte que está batendo a sua porta. Erase the Rainbow é uma música muito melódica, com uma inspirada performance vocal de Rodrigo Sinopoli e novamente lembrando em seu andamento a banda Queensrÿche em seus primeiros trabalhos em uma poderosa faixa de Power Metal, com uma marcante quebra rítmica após um grito muito longo que abre passagem para o agressivo refrão. Praying for Nothing começa atmosférica e com uma ótima linha de baixo, um agressivo vocal com abuso de drives e ótima letra, além de um riff base de fácil assimilação e um refrão operático com duas camadas que surpreendentemente soa muito bem em uma caprichada sonoridade. Involution finaliza o disco começando com um monólogo e logo tendo viscerais riffs agregados a sua densa sonoridade que conta com uma performance vocal verdadeiramente poderosa, um excelente refrão e um andamento animado, cheio de quebras rítmicas.

Destaques: Primator, Caroline, Black Tormentor e Face the Death.

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