No terceiro jogo da saga, Nathan Drake vai ao oriente médio com todos os seus parceiros anteriores e um novo chamado Charlie Cutter, seguindo as pistas de T. E. Lawrence que falam sobre uma misteriosa viagem de Sir Francis Drake ao oriente médio em busca de um tesouro de origem e utilidade desconhecidas.

Uncharted-3-Drakes-Deception-03

5

O jogo tem um interessante começo, que mostra o início da jornada de Nathan Drake ainda adolescente e como ele conheceu Victor Sullivan em sua juventude. Após uma excelente sequência que agrega muito a história voltamos aos tempos atuais onde Drake e seus comparsas parecem estar o mais perto que já chegaram de desvendar o segredo do misterioso emblema que Nathan Drake carrega com o uso de um anel especial que abre um decodificador revelador que esclarece interessantes pontos da história dos dois primeiros games e o objetivo final de Nathan. Sullivan se mostra cansado e sem a mesma energia habitual e o braço direito de Nathan passa a ser sua antiga namorada Chloe, que o ajuda bravamente na perigosa busca por respostas de perguntas que até então não tinham nem a mínima chance de serem respondidas.

O jogo apesar de menos frenético e intenso que o anterior é focado em uma impecável forma de contar história que acrescenta um ponto inteligente a série onde a narrativa fala bem mais alto que a ação, mas não me entenda errado, esse game possui a sequência mais emocionante e visceral da saga em uma violenta luta em cima de um avião em chamas que resulta em um trágico acidente no meio do deserto de Rub’ al-Khali, onde o único sobrevivente é Nathan Drake. Esse acidente marca o início da segunda metade da história que é bem mais conceitual e experimental que o restante do game, coisa ainda não vista na saga. Com direito a 30 minutos de caminhadas pelo deserto com direito a miragens e uma quase morte do nosso amado protagonista.

Com o segredo revelado Nathan enfrenta uma nova criatura mística, os gênios, e a vilã principal do game, Katherine Marlowe, uma cruel e sem um pingo de caráter velha que buscar poder infinito com as águas enfeitiçadas na cidade perdida de Ubar.

O game tem um tom bem mais emocional que os anteriores e mostra Nathan Drake em seu limite, passando pelo vale da sombra da morte em diversas ocasiões no roteiro mais complexo de toda a franquia, onde ele mostra uma lição de caráter e respeito em um game com gráficos absurdamente incríveis, a melhor trilha sonora do Playstation 3 e uma de suas mais profundas histórias. Apesar de imensamente superior ao primeiro game, Uncharted 3: Drake’s Deception não é pário para o jogo anterior, mas de forma alguma decepciona e apresenta uma jogabilidade perfeita onde o stealth foi aprimorado a níveis inimagináveis, onde podemos passar a maior parte da história do game sem nem sermos vistos. O tiroteio nesse game é consideravelmente maior que nos anteriores e em certos momentos ele chega a remeter a jogos de guerra em terceira pessoa como a obra prima lançada no ano seguinte Spec Ops: The Line (2012). O jogo causa um impacto moderadamente inferior quando jogado antes dos outros dois games da franquia, pois nele não há tempo pra apresentações, somos jogados diretamente frente aos carismáticos personagens dos games anterior e pra quem jogou eles primeiro já existe um certo carinho pelos mesmos, mas por ele ser o mais barato da saga e o com maior aproveitamento por seu aprimorado gameplay, pode ser uma compra única que vai garantir muitas horas de diversão ao jogador.

Anúncios