Na sequência do filme homônimo temos um filme mais longo, mais arrastado e experimental que não chega nem perto de alcançar a qualidade extrema de seu antecessor, mas ainda enaltece os perigos do mal e traz boas doses de suspense e obscuridades as nossas telas.

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Título: Exorcist II: The Heretic

Ano de Lançamento: 1977

Gênero: Horror

Regan agora se vê em um hospital psiquiátrico a ordem de sua mãe e durante sessões de sincronia cerebral revela os motivos da morte do padre Merrin Lankester ao padre que acompanha suas sessões psiquiátricas, chamado Philip Lamont, que percebe em uma das sessões que o demônio Pazuzu ainda não abandonou completamente o corpo de Regan e está colocando-a em grande perigo.

Na procura por um monge na áfrica que foi lhe mostrado em uma das várias visões que ele e Regan compartilham nas sincronizações, ele descobre que Pazuzu atormenta a humanidade desde o início dos tempos e se inspira no sobrevivente deste demônio para salvar a alma de Regan.

Regan, mais pacata que no filme anterior, segue os passos do padre e volta a Washington para finalmente se livrar de seus demônios no passado, e então, começa o exorcismo.

Exorcist II não tem a mesma tenacidade do filme anterior e em certos pontos é razoavelmente raso, deixando mais perguntas do que respostas em seu roteiro confuso demais pra ser entendido corretamente. Os sustos são consideravelmente menores que no filme anterior e apenas em seus últimos 20 minutos o filme ganha uma considerável intensidade que eleva a tensão a altos níveis e culmina em um final decente. Apesar de não ter os mesmos triunfos do primeiro filme, Exorcist II: The Heretic é um longa razoável, e tapa alguns furos deixados na história de seu antecessor. Ele é recomendado pra todos que gostaram do primeiro, mas estejam preparados que estão prestes a entrar em uma jornada profunda e confusa em ritmo muito lento e que só pega no tranco em sua segunda metade das quase duas horas de duração.

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