Mixado pelo deus do Metal Progressivo Devin Townsend, The Direction of Last Things promete cativar com o melhor do Prog. Metal atual em um disco relativamente curto e direto com sonoridade flertando com o jazz e abusando de alta complexidade em suas canções.

cover.jpg

4

Título: The Direction of Last Things

Ano de Lançamento: 2015

Gêneros: Prog. Metal, Prog. Rock

“Fast Worms” abre o disco com muito peso, velocidade e agressividade em um instrumental fincado dos pés a cabeça no Prog. Metal sendo enriquecido por suas cativantes quebras rítmicas, versos rasgados e violentos e refrão cativante flertando com o Alt. Metal nas belas linhas vocais que ele apresenta e com um excelente solo logo em seguida. “Digital Gerrymandering” lembra Mastodon em alguns aspectos, principalmente pelo vocal cantado por duas pessoas diferentes e a progressividade inerente da faixa que da uma certa beleza a suas passagens, fortalecendo-se através dos excelentes versos e a maestria instrumental pra mostrar um som coeso e limpo em seus mais de 8 minutos de duração, onde quebras rítmicas não faltam e o tom melódico brilha frente a obscuridade do denso instrumental. “The Pleasant Surprise” é uma música muito pesada e com excelência instrumental e mais vocais lembrando Mastodon, dessa vez também fazendo uso de brutais vocais rasgados que dão cor a música que tem complexidade extrema e deve agradar fácil aos fãs de bandas do gênero ao exibir muita confiança na qualidade do som que estão fazendo e uma certa pretensiosidade que não pode faltar no Progressive Metal. “The Unlikely Event of a Water Landing” começa atmosférica e misterioso, com vozes de fundo falando coisas certas vezes incompreensíveis, logo ganhando forma e som em um cadenciado Prog. Rock com vocais Floydianos em uma roupagem de fácil assimilação com bons versos e um refrão pesado e agressivo que destoa do restante da música.

“Sul Ponticello” é uma música brutal, com muito peso, excelentes riffs, um trabalho de bateria impecável, quebras rítmicas marcantes e que remetem a Tool e um visceral vocal acompanhando o complexo trabalho dos instrumentistas em uma divertida e sadia aproximação que esbanja qualidade e exibe todo o potencial dos californianos em criar melodias que cativam e belas linhas vocais. “The Direction Of Last Things” flerta muito com o Alt. Metal em sua sonoridade e mostra um instrumental forte e inconstante que junto as lindas melodias vocais impressiona e muda de intensidade como muda de nota, em uma música onde a brutalidade fica evidente no fortíssimo refrão e sobe ainda em impacto no intenso solo que o acompanha, sendo a música que mais chama a atenção em todo o trabalho. “City Hymnal” fecha o disco com complexidade notável, usando de ótimos riffs e contagiantes melodias vocais para fazer o seu efeito de Art Rock funcionar, mostrando excelência tanto no instrumental como nos vocais e surpreendendo com nuances ainda não exploradas pra banda. É um novo terreno que eles decidiram experimentar nesse novo disco e fazem muito bonito com ele sem deixar a desejar em instante algum, chegando ao seu pico no excelente solo que domina sua segunda metade e tem a força de uma turbina de um avião.

Destaques: “Fast Worms”, “Digital Gerrymandering”, “Sul Ponticello”, “The Direction of Last Things” e “City Hymnal”.

Anúncios