Pulp Fiction é o segundo filme do mestre no cinema Quentin Tarantino, lançado em 1994 e até hoje considerado sua grande obra prima. É um dos meus 5 filmes favoritos de toda a história e eu acho o roteiro dele único e impecável, além de contar com atuações memoráveis e explosivas e ter grande influência na cultura Pop e cinematografia contemporânea, deixando uma marco no cinema que define os filmes antes de Pulp Fiction e depois de Pulp Fiction.

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5

Título: Pulp Fiction (Tempos de Violência)

Ano de Lançamento: 1994

Gêneros: Crime, Drama

O roteiro é focado em 3 personagens principais, Jules (Samuel L. Jackson), Vincent (John Travolta) e Butch (Bruce Willis), todos interligados com relações com o mesmo chefão da mafia chamado Marcellus Wallace sendo os dois primeiros as mãos armadas dele e o terceiro um lutador de boxe em fim de carreira que meche com as pessoas erradas no momento errado.

O filme não segue uma ordem cronológica de eventos e a todo momento varia sendo dividido em capítulos que abordam um tema principal sendo elas quando colocadas na ordem cronológica a seguinte sequência (1) Vincent & Jules (a cena após os créditos iniciais), (2) A Situação de Bonnie, (3) O Restaurante Parte 1 (cena de abertura), (4) O Restaurante Parte 2 (cena de encerramento), (5) Vincent Vega & a mulher de Marcellus Wallace, (6) o discurso de Captain Koons a Butch (durante um sonho logo antes de sua luta) e (7) O Relógio de Ouro.

Vincent e Jules participam de várias das cenas mais memoráveis da história do cinema, sendo o discurso de Jules citando uma passagem da bíblia antes de matar outras pessoas o símbolo mais icônico do filme e que representa até hoje um grande espaço da cultura Pop sendo comum referência em outros filmes do gênero, enquanto Butch faz parte das cenas mais dramáticas e violentas do filme, incluindo um momento em que ele e Marcellus Wallace são sequestrados por um grupo de psicopatas estupradores e uma violenta luta pelas ruas de Los Angeles.

O filme tem a narrativa mais criativa já usada e passa por diversos momentos inesquecíveis em sua robusta duração de mais de 150 minutos, com o seu pico na cena em que uma personagem interpretada pela talentosíssima Uma Thurman cheira heroína pensando que é cocaína e tem uma overdose, sendo salva de forma desesperada por Vincent Vega em uma atuação que rendeu a John Travolta e Uma Thurman indicações ao Oscar. Inclusive, Samuel L. Jackson também recebeu uma indicação como Jules e infelizmente nenhum dos três ganharam, nos melhores papéis de suas devidas carreiras, trazendo Travolta de volta ao auge após um péssima década com mais baixos do que altos e revelando ao mundo o metódico e que faz grande uso de ‘over-acting’ Samuel L. Jackson, que até então era desconhecido pelo grande público. Os coadjuvantes também chamam a atenção e demonstram carisma e o filme deu trabalho pra conseguir passar na censura e ir para os cinemas dos anos 90 por sua extrema violência e excessivo uso de linguagem vulgar, sendo na época o recordista em número de usos da palavra ‘fuck’.

O filme em si é bem construído, bem atuado, tem uma ótima trilha sonora, fotografia impecável, exímia direção e roteiro impecável, além de assombrosas atuações de todo o elenco, e deve ser assistido por todos que dizem gostar de filmes, pois em minha opinião, ao lado de Shawshank Redemption (Um Sonho de Liberdade, 1994) e The Usual Suspects (Os Suspeitos, 1995), um dos três melhores filmes da história, e sem dúvida, o mais intenso dessa curta lista.

Melhor Cena: Discurso “eu quero ser o pastor” de Jules no capítulo final (Restaurante Parte 2).

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