Após uma já prolífica e popular carreira em 1977, David Bowie lançava outra de suas obras primas com o fortíssimo Low, que mostrava uma total repaginada em sua sonoridade, adotando agora uma abordagem mais moderna e surrealista com menos ênfase no Folk Rock.

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Título: Low

Ano de Lançamento: 1977

Gêneros: Art Rock, Experimental

“Speed of Life” é uma música de Art Rock com muita experimentação, em uma sonoridade fincada no estilo com modernismo em evidência, contando com ótimas quebras rítmicas e sendo uma opção meio surpreendente para abrir um disco por ser completamente instrumental. “Breaking Glass” da continuidade ao trabalho com certo peso, uma performance vocal grave de Bowie e toques de músicas eletrônica, com o modernismo novamente falando alto. “What In The World” é uma divertida música de Art Rock com uma boa performance vocal de Bowie e um andamento inspirado e impactante. “Sound and Vision” é uma divertida música de Art Rock com excelente instrumental e uma performance vocal no mínimo diferente e limitada apenas a certos pontos da faixa. “Always Crashing In The Same Car” é uma ótima música experimental, com uma ótima letra e uma memorável performance vocal de Bowie que aqui em boa parte é ameno e baixo. “Be My Wife” continua o disco com muita inspiração em versos memoráveis e um instrumental impecável acompanhado de um ótimo refrão.

“A New Career In a New Town” é uma música eletrônica bem futurista, com uma grande variedade de instrumentos e muito bom gosto na escolha da parte de Bowie, sendo uma aposta certeira para música de festas dos anos 70. “Warszawa” é uma forte música de Rock Progressivo com um instrumental atmosférico e muito bonito com pouquíssimas sessões vocais e uma grande psicodelia ao seu redor. “Art Decade” é uma música experimental com excelente instrumental, muito inspirado e calmo fazendo dela praticamente uma música ambiente. “Weeping Wall” é uma estranha porém bem feita música de Rock experimental com boas doses de experimentalismo em grande qualidade. “Subterraneans” fecha o trabalho com mais experimentalismo com uma música orquestrada e que faz uso unicamente de vocalizações, sintetizadores, piano e saxofone.

Destaques: “What In The World”, “Always Crashing in the Same Car” e “Warszawa”.

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