A pretensiosidade de Kanye West é medida da mesma forma que seu talento: ambos são enormes. Mas fato é que a sua música fala mais alto que suas atitudes e protestos e ele em 2013 lançou seu trabalho mais experimental até então chamado Yeezus.

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3

Título: Yeezus

Ano de Lançamento: 2013

Gêneros: Rap, Hip Hop

“On Sight” abre o disco com ruídos muito irritantes, que logo se transformam em uma música com um toque eletrônico que acompanha um habilidoso rimar de West, mas é uma faixa apenas decente que tem grande destaque apenas nos surpreendentes samples que servem de refrão para ela. “Black Skinhead” foi o single do disco, com um vídeo polêmico onde uma animação de West aparece pelado e com um pênis gigante. Polêmicas a parte é uma música com letra incrível e criatividade inegável, apresentando um dos refrões mais cativantes que ele já criou. “I Am a God” já mostra no título ser uma faixa polêmica e pretensiosa, e isso é tudo o que vemos. Nada de criatividade, apenas auto-promoção de mal gosto em uma melodia relativamente divertida. “New Slaves” é a melhor música do trabalho, com uma letra que mostra uma afiada crítica política em uma excelente melodia e com um grandioso refrão atmosférico. “Hold My Liquor” é uma música decente, com uma entrada um pouco longa demais, melodias vocais com excessivo uso de auto-tune e uma proposta interessante mas que pode passar despercebida.

“I’m In It” é a pior música do trabalho, com quebras rítmicas toscas e uma abordagem intensa mas sem brilho, como se fosse uma música enlatada que já foi aberta a muitos dias e está começando a cheirar estragada. “Blood On the Leaves” é uma música que remete muito ao disco 808s & Heartbreak (2008) no bom sentido, com bom uso de auto-tune para causar um efeito moderno ao som, alguns samples e uma melodia muito bem feita acompanhada de uma ótima letra. “Guilt Trip” é uma faixa morna, com rimas decentes e um arranjo grandioso mas um andamento cansativo e enjoativo, pelo menos para meu gosto. “Send It Up” tem uma melodia muito criativa que lembra até o som que elefantes fazem, com excelentes rimas e uma letra profunda e de forte impacto. O disco fecha com Bound 2″, uma homenagem a sua esposa, Kim Kardashian, que ganhou um clipe de muito mal gosto e largamento odiado com a participação da mesma, mas eu não estou aqui para avaliar vídeos. A música é excelente, com o melhor sample que Kanye West já usou, sendo uma faixa classuda com excelentes rimas e deixando o fim do disco em brilho intenso.

Destaques: “Black Skinhead”, “New Slaves” e ” Bound 2″.

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