Em sua primeira obra prima o Dream Theater trouxe um som vigoroso e inesquecível com algumas das melhores músicas já lançadas por uma banda de Prog. Metal, surpreendendo muito já que seu fraco debut e a mudança de vocalista deixou um ponto de interrogação na cabeça dos interessados.

Images and Words

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Título: Images and Words

Ano de Lançamento: 1992

Gênero: Prog. Metal

Começando com o único hit da banda até hoje, “Pull Me Under” é uma longa e complexa música de Metal Progressivo, com instrumental impecável, uma entrada longa e com influência de música do oriente médio nos vocais, após um templo explodindo em uma energética faixa com uma incrível performance vocal de James LaBrie. É uma faixa que representa bem a sonoridade da banda. A linda “Another Day” é uma das queridinhas dos fãs da banda, e não é por menos. É uma música potente, com uma belíssima performance vocal que mostra poder sem deixar de lado a delicadeza, tendo pico em uma nota alta que abre os momentos mais intensos e gritados da faixa. O instrumental é técnico mas sem exageros e a faixa agrada muito. Caindo um pouquinho em qualidade temos “Take the Time”, uma animada música que consegue ganhar o ouvinte por seu carisma e mostra técnica apurada e uma sonoridade única e inconstante que exacerba a habilidade instrumental dos membros, além de contar com uma poderosa performance vocal de LaBrie. “Surrounded” da continuidade ao disco com uma inspirada balada com uma das letras mais belas já feitas pelo Dream Theater e uma grande progressão que faz a faixa começar muito leve e ir aumentando em intensidade até chegar a uma poderosa nota alta em seu ápice.

“Metropolis Pt. 1: The Miracle and the Sleeper” é uma das mais clássicas músicas do Dream Theater, tendo tamanha influência que ganhou um álbum inteiro com a segunda parte de sua história chamada Metropolis Pt.2: Scenes from a Memory (1999). Ela é a música mais técnica do disco e também conta com uma incrível performance de James LaBrie, sendo um dos trabalhos mais marcantes da carreira da banda. “Under a Glass Moon” é mais uma queridinha dos fãs, principalmente por mostrar LaBrie em sua melhor forma vocal e a banda em extrema sintonia. Particularmente é uma das faixas que menos me agrada do disco, ao lado de sua continuação, “Wait For Sleep” que é uma delicada balada de muito bom gosto mas que não consegue figurar entre os destaques do trabalho. Finalizando o disco temos a melhor música da carreira do Dream Theater, chamada “Learning to Live”, onde a banda abusa de sua técnica e LaBrie nos proporciona uma performance invejável com um conjunto de notas altas crescente em seu fim absurdamente bem feitas e uma letra marcante sobre o seu título: aprendendo a viver.

Destaques: “Pull Me Under”, “Another Day” e “Learning to Live”.

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