Em seu ápice criativo o Dream Theater trabalhou duro em sua obra prima de melhor qualidade, o espetacular disco conceitual Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory (1999), um trabalho denso e intenso que é focado no poder de narrativa e em um clima épico e único, sem precedentes e sem sucessores a sua altura, sendo um dos três melhores discos de Metal Progressivo da história ao lado de Operation: Mindcrime (1988) do Queensrÿche e Lateralus (2001) do Tool.

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Título: Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory

Ano de Lançamento: 1999

Gêneros: Prog. Metal, Prog. Rock

“Regression” é uma entrada em parte monologada sobre uma hipnose que levará o protagonista sem nome a visitar vidas passadas através disso. É uma música bonita, com boa construção e uma adorável performance vocal de LaBrie. “Overture 1928” da sequência ao disco com um instrumental técnico que serve de abertura para uma das melhores músicas do disco. “Strange Deja Vu” é uma moderadamente técnica mas muito progressiva faixa, apresentando um riff base excelente, um bom trabalho de Portnoy nas baquetas e uma excelente performance vocal de LaBrie. “Through My Words” é uma inspirada balada com uma linda performance de LaBrie, uma boa letra sobre dúvidas em relação a falta de respostas para seus sonhos que visitam vidas passadas. Ela tem uma quebra rítmica muito impactante para abrir para a entrada da música “Fatal Tragedy”, que tem peso surpreendente e um lindo refrão, sendo uma das músicas mais menosprezadas da discografia da banda. “Beyond This Life” é a música seguinte e traz um instrumental intenso e técnico acompanhado de uma ótima performance vocal e um marcante refrão, se destacando no fim da primeira metade do disco.

“Through Her Eyes” é uma linda faixa com uma entrada com afinados vocais femininos e um virtuoso solo que após um tempo é cortado para o início de uma bela balada com letra perfeita e um instrumental aconchegante e intimista. “Home” é considerada por grande parte dos fãs a melhor música do disco, por suas fortes influências musicais de Pink Floyd na sua entrada, como a sua experimentação e a beleza intensa e única que emana ao seu redor. Quando a música de fato começa é apresentado o instrumental mais pesado do Dream Theater até então acompanhado de uma forte letra e muita inspiração de Petrucci nas guitarras, além de um excelente refrão. “The Dance of Eternity” é a música instrumental mais técnica já lançada pelo Dream Theater e é uma completa viagem de intensidade magnânima e progressividade digna de nota. Ela é seguida pela mais bonita balada da carreira do Dream Theater, chamada “One Last Time”, contando com uma grande performance de todos os músicos e um amável vocal de LaBrie que sabe dosar muito bem seu controle vocal para variar entre vocal operático nos versos e uma suave performance em seu excelente refrão. “The Spirit Carries On” é uma das faixas mais inspiradas do disco, com uma linda letra, uma performance vocal marcante de LaBrie e um instrumental impecável e que cresce em intensidade com o passar do tempo, chegando a um esperado fim épico e de beleza profunda. “Finally Free” fecha o trabalho com zelo e delicadeza, em uma música muito bela e de intensidade consideravelmente alta, lembrando até os tempos de Images and Words (1992) e finalizando o disco de forma encantadora, profunda e com exorbitante beleza.

Destaques: “Strange Deja Vu”, “Beyond This Life” e “One Last Time”.

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