O décimo quinto álbum da banda Megadeth veio com grande expectativa, principalmente pela entrada do principal guitarrista do país, Kiko Loureiro, algo que dividiu os fãs até que os singles começaram a ser lançados.

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Gêneros: Thrash Metal, Heavy Metal

“The Threat Is Real” tem um início exótico que logo da espaço a velozes riffs base e o primeiro solo de Loureiro no disco, antes de começar uma música veloz e com pegada forte, deixando claro que nesse disco o Thrash Metal vai dominar. “Dystopia” é uma das melhores músicas do disco, lotada de solos do início ao fim ela recebeu uma recepção razoável dos fãs mas pelo menos a mim agradou fortemente e é exatamente o que eu queria ver o Megadeth tocando. Se trata de uma Heavy Metal técnico e cheio de quebras rítmicas, com uma boa performance vocal de Dave Mustaine e uma letra de cunho político e com agressividade marcante. “Fatal Illusion” é a melhor música do disco, com muito peso e velocidade, os vocais agressivos e ríspidos de Dave Mustaine e diversão garantida com uma espetacular linha de baixo e muita energia sendo transpassada durante toda a duração da música. É até emocionante ver o Megadeth tocando assim novamente. “Death from Within” é uma música morna, com poucos atrativos sendo eles os versos bem construídos e o ótimo riff base, mas não consegue surpreender em nada e é mais do mesmo. “Bullet to the Brain” começa marchada e acústica, mas logo ganha a forma de uma pesada música de Thrash Metal com vocais melancólicos e um ótimo refrão. O disco segue com a mediana “Post American World”, uma faixa de fato pesada e agressiva mas que é um auto plágio ao usar os mesmos riffs de “Symphony of Destruction”, levando tudo por água a baixo.

“Poisonous Shadows” é uma ótima faixa, com excelentes solos, boas quebras rítmicas, um backing vocal agradável e uma forte performance de Dave Mustaine tanto na guitarra base como nos vocais negativos e sérios, tendo como maior destaque o seu ótimo refrão. “Conquer or Die” tem um ótimo dedilhado em seu início, abrindo para um solo mediano mas inegavelmente bem construído. “Lying in State” é a música mais veloz e pesada do disco, com uma excelente letra e uma poderosa performance vocal de Dave Mustaine que canta aqui como não cantava a duas décadas. “The Emperor” lembra muito Super Collider (2013), o que não é boa coisa, mas é uma música aceitável e que não atrapalha o andamento do disco. “Foreign Policy” fecha o disco de forma energética e intensa com um instrumental veloz, boas doses de peso e um refrão brutal, tendo também o melhor solo de todo o disco.

Destaques: “Dystopia”, “Fatal Illusion” e “Lying in State”.

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