No terceiro trabalho de sua banda com o Myles Kennedy temos um registro energético e muito pesado, considerado por muitos o disco mais pesado onde Slash já tocou.

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Gêneros: Hard Rock, Heavy Metal

“World on Fire” é uma música energética e divertida, com um ótimo riff base e uma excelente performance vocal de Myles Kennedy, especialmente nos seus contagiantes versos, e com um refrão marcante. “Shadow Life” começa parecendo uma balada mas logo ganha peso e se transforma em uma música de grande carisma em versos bem feitos e um bom refrão. “Automatic Overdrive” começa com um instrumental bem interessante e diferente, logo se tornando em um petardo do Heavy Metal, com muito peso e diversão garantida em uma forte performance vocal de Myles Kennedy e um bom trabalho de guitarra de Slash. “Wicked Stone” tem um bom riff base e uma ótima levada de bateria que garante peso e diversão à faixa, que surpreende com uma performance de Kennedy extremamente carismática e um refrão divertido e energético. “30 Years to Life” é uma música com um riff central gritante e extremamente bem feito, ótimos versos na bela voz de Myles Kennedy e um refrão cativante e diferente de tudo o que Slash compôs em sua carreira. “Bent to Fly” tem um lindo dedilhado acompanhado de vocalizações de Myles Kennedy, com uma dose certa de peso para não deixar de ser uma balada e um refrão certeiro, mas continuando sendo a música mais fraca do disco até então. “Stone Blind” é uma música muito próxima do trabalho de Slash em sua época de Guns N’ Roses, com uma sonoridade energética e bem construídas, um bom hook e uma boa performance vocal de Kennedy. “Too Far Gone” é uma música de peso intenso, uma ótima performance vocal, boas letras e uma forte melodia que só peca no refrão sem carisma. “Beneath the Savage Sun” é uma ótima música com uma entrada muito diferente, peso o suficiente para a tornar uma música de Heavy Metal, excelentes riffs e versos bem construídos, sendo a música mais interessante do disco.

“Withered Delilah” é uma boa música com versos bem construídos, excelente refrão e um vicioso instrumental que é muito caprichado. “Battleground” é uma linda música com uma delicada performance vocal de Kennedy e um inspirado refrão com ótima letra. “Dirty Girl” lembra um pouco uma mistura entre Aerosmith e The Black Crowes, com um pouquinho de experimentação em versos bem construídos, uma boa performance vocal e uma levada meio sulista que remete diretamente à segunda banda citada. “Iris of the Storm” é meio que o hino do disco, uma música em proposta muito similar a de “Sweet Child O’ Mine” com ótimos versos, uma letra rica e um refrão chiclete. “Avalon” é uma música com uma pegada forte e energética, apostando em uma sonoridade certeira em versos divertidos e bem cantados e uma ótima letra. “The Dissident” é mais uma música sulista, com ótimo instrumental, letra legal e mais um refrão chiclete de Myles Kennedy. “Safari Inn” é uma faixa cadenciada, com excelentes solos, mas não é nada de impressionante. “The Unholy” fecha o disco com uma faixa misteriosa e com um afinado vocal de Myles Kennedy, tendo uma brusca quebra rítmica para o pesado refrão.

Destaques: “World on Fire”, “Beneath the Savage Sun” e “Iris of the Storm”.

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