Em seu primeiro disco Kendrick Lamar já dava indícios da brilhante mente da música que ele é e de como seu futuro seria promissor. Venham comigo por essa jornada por Section .80 e testemunhem o nascimento de uma lenda.

Section .80

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Gêneros: Rap, Hip Hop

“Fuck Your Ethnicity” começa com um inspirado monologo seguido de uma faixa de Hip Hop tradicional com raízes oitentistas, com a voz de Kendrick Lamar traçando uma linha impar de rimas digna dos gigantes do estilo, com certa agressividade e bolas. “Hol’ Up” tem rimas afiadas, uma ótima performance de Lamar e um instrumental estilo de base. “A.D.H.D.” tem uma letra polêmica e com muita atitude com um veloz rimar de Lamar e um refrão de peso. “No Make-Up (Her Vice)” é uma música com influências de R&B evidentes durante toda a sua duração, com um instrumental agradável, uma boa batida e uma interessante performance de Kendrick em uma música que a qualidade da letra chama mais atenção que todo o restante, algo que não parece mais ser mais prioridade dos rappers hoje em dia. “Tammy’s Song (Her Evils)” começa experimental e hipnótica e logo ganha vocais um tanto agressivos e uma letra que não tem medo de ser ofuscada por seu excesso de palavrões. “Chapter Six” é um Slow Jam de ótimo gosto, com backing vocal eficaz e uma contagiante performance de Kendrick Lamar que aqui abusa de malandragem na letra, falando sobre usar drogas e se divertir. “Ronald Reagan Era” é uma música estranha, que apesar de apresentar a já habitual agressividade lírica de Kendrick Lamar, também experimenta com intercessões onde falas são jogadas de forma aleatória na música. “Poe Mans Dreams (His Vice)” é uma música sobre viver bem e se re-introduzir à vida fora da cadeia após cumprir seu tempo, com um toque de Gangsta Rap, algo não muito comum em Compton. A agressividade novamente chama a atenção.

“The Spiteful Chant” é uma magistral música orquestrada, com muito estilo e mais uma letra agressiva e rebelde que é ofensiva e desafiadora, com excelentes rimas. “Chapter Ten” é uma curtíssima música de Hip Hop experimental, com uma boa batida e uma letra modesta. “Keisha’s Song (Her Pain)” é mais uma música muito estilosa e com excelente instrumental partindo de uma proposta bem construída, com um excelente refrão e versos exímios do mais puro Rap de Compton. “Rigamortus” é mais uma música experimental com hábil rapping de Kendrick Lamar e um simplista mas excelente instrumental, quebrando as barreiras da velocidade com maestria. “Kush & Corinthians” é uma faixa bem feita, com ótimas rimas que fazem dos versos excelentes, com mais agressividade e drama em uma música criativa e que pode ser orgulhar de apresentar a melhor composição lírica de todo o trabalho. “Blow My High (Members Only)” representa o elo mais fraco do trabalho, com uma participação vocal fraca e rimas mal feitas. Mas afinal, o que eu poderia espera? Um álbum perfeito? Não até To Pimp a Butterfly (2015). “Ab-Souls Outro” tem um excelente instrumental, com influências de Jazz, com velozes rimas e mais agressividade, sendo uma das músicas mais marcantes do disco. “HiiiPoWeR” é o hit do disco, com um reconhecimento regular em meio aos fãs de Rap. É uma música simplista de Rap tradicional com um pouco de experimentação na melodia e pra variar, outra agressiva performance de Kendrick Lamar.

Destaques: “Keisha’s Song (Her Pain)”, “Rigamortus” e “HiiiPoWeR”.

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