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Título: The First Singles 2012-2013 EP

Características: Empolgante, Bem Escrito, Divertido, Bem Tocado, Agressivo, Bem Cantado

Ano de Lançamento: 2016

Gêneros: Heavy Metal, Metal Neoclássico

Tracklist:

  1. Endless Night
  2. Slaves of Fear
  3. Inner War
  4. Haunted
  5. Roadkill
  6. Possession

Com uma sonoridade cru e grosseira, o Haunter se destaca no cenário brasileiro com um som de excelente gosto que lembra muito o que a banda Agent Steel fazia no início da sua carreira. É uma mistura de Heavy Metal e Speed Metal que flui naturalmente, e tem poder de cativar fácil pela sonoridade descomplexada e de fácil assimilação. O disco já começa bem, com “Endless Nights”, uma música muito similar ao trabalho de Yngwie Malmsteen em um espectro musical cheio e que abusa de técnica nos agressivos riffs e com uma grande performance vocal de Du Marques, atraindo os holofotes especialmente no refrão. O solo também é matador e a música é um Metal Neoclássico misturado a Thrash Metal que esbanja peso e do qual os membros devem se orgulhar. “Slaves of Fear” é uma faixa mais tradicional, mas não menos brilhante, mostrando exímia habilidade na guitarra e com diversas quebras rítmicas de tirar o folego, apesar dela apresentar a única performance vocal que deixa a desejar de todo o EP. “Inner War” é a melhor faixa do EP e mostra todas as peripécias vocais de Du Marques, contando inclusive com um poderoso grito no início, riffs à moda Judas Priest, versos marcantes e uma ponte que mistura vocal operático a vocal agudo para criar um efeito cativante, contando ainda com uma excelente quebra rítmica próxima ao fim do disco que eleva a intensidade ao topo. O disco segue com “Haunted”, uma faixa muito polida e estilosa, com vários elementos de Metal dos anos 80, versos contagiantes e um ótimo refrão. “Roadkill” da continuidade ao disco com uma faixa mais classuda e robusta, com um clima épico ao seu redor, riffs virtuosos, vocal manso e confortável e a melhor letra de todo o trabalho, a certo ponto parecendo até a trilha sonora de um filme. Eu simplesmente amo os versos dessa faixa e o poetismo dela só engrandece meu carinho por esse trabalho. “Possession” encerra as atividades com vigor e bom gosto em um som recheado de quebras rítmicas e com um espetacular trabalho de piano inicialmente, ganhando peso e poder após alguns segundos e se transformando em uma música de Heavy Metal tradicional, com excelentes vocais, uma boa letra e um refrão um pouquinho inferior ao restante do disco, mas que ainda é respeitável. E assim termina o trabalho de uma das bandas paulistas mais promissoras do Heavy Metal e eu posso dizer que mal posso esperar pelo primeiro disco dos naturais de Suzano.

Destaques: “Inner War” e “Roadkill”.

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