Sinopse: Com seu costumeiro incrível sarcasmo, Sacha Baron Cohen retorna às comédias ácidas em O Ditador, que conta a história heroica de um ditador que arrisca sua vida para garantir que a democracia nunca chegue ao país que ele amavelmente oprime.

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Título: O Ditador

Características: Inteligente, Criativo, Vulgar, Pesado, Divertido, Hilariante, Audacioso, Ambicioso, Desmedido, Polêmico, Visionário, Romântico

Direção: Larry Charles

Ano de Lançamento: 2012

Gênero: Comédia

O Ditador é uma brilhante produção do gênio do humor negro Sacha Baron Cohen onde ele protagoniza um peculiar ditador, vindo do Oriente Médio para a America em busca de mais poder e influência, e acaba sendo raptado e tendo todas as suas características visuais mudadas, de forma que ele fique perdido nos Estados Unidos sem influência sobre ninguém. Lá ele conhece uma feminista que o da emprego e tenta o proteger dos perigos que achar que se tem poder em um lugar onde não tem levam. A estória é muito divertida e bem construída, repleta de cenas hilariantes e de um humor afiado e ofensivo que só deve agradar quem não levar as piadas de humor negro do filme a sério. Sacha Baron Cohen encorpora seu quarto personagem cômico com Aladeen, e apesar de ser o pior deles até agora, o talento do cara é tão grande que isso passa a ser irrelevante. A diversão com o filme é garantida e ele é cheio de referências à Cultura Pop e a modernidade da terra dos sonhos de muita gente. Aos poucos ele se vê apaixonando-se pela feminista que antes ele desprezava e ela tenta o ajudar a sair dessa furada. Algumas cenas do filme são extremamente vulgares e o humor é pesado e seletivo, mirando a um público adulto liberal. Os personagens secundários não tem muita importância e o filme é completamente focado nos dois protagonistas, um pecado pelo mal aproveitamento de bons personagens que passam batidos. O longa criou uma gigante polêmica na época de seu lançamento e foi banido em muitos países pelas piadas de cunho religioso e a retratação de alguém com a personalidade desmedida e excêntrica do falecido ex-presidente da Coreia do Norte, do qual o filme até sarcasticamente diz se tratar de uma homenagem no princípio. As performances de Sacha Baron Cohen e Anna Faris são excelentes, e muito convincentes, com a relação de amor e ódio entre os dois sendo o ponto alto do filme. A carreira de Faris estava em baixa na sua carreira após sair da franquia Todo Mundo em Pânico, onde era protagonista e obteve sucesso mundial. Enquanto isso, Cohen ainda colhia os frutos de um dos filmes de Comédia mais famosos da história, o brilhante Borat, em que foi roteirista e protagonizou um dos personagens mais ofensivos e caricatos da história do cinema de Humor. Em O Ditador ele é sequestrado, confundido com um terrorista, aprende a se masturbar, ajuda em um parto, vive um romance, tenta se suicidar, fica pendurado em um prédio, faz um discurso hilário e se casa.  Se você está de acordo com humor pesado e vulgar, cenas hilariantes que em certos momentos são muito apelativas e uma visão pouco distorcida de uma ditadura, que à coloca como algo bom e ideal, então pode assistir o filme tranquilamente que você irá se divertir pra caralho. Já pro grupo restante, os caretas, sinto muito. Estão perdendo um grande filme, sólido como uma rocha.

Melhor Cena: Aladeen critica os métodos de tortura de seu raptador.

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