Sinopse: Buscapé (Alexandre Rodrigues) é um jovem pobre, negro e muito sensível, que cresce em um universo de muita violência. Buscapé vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos da cidade. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, Buscapé acaba sendo salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, o qual permite que siga carreira na profissão. É através de seu olhar atrás da câmera que Buscapé analisa o dia-a-dia da favela onde vive, onde a violência aparenta ser infinita.

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Gêneros: Drama. Crime. Policial.

Dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund.

Protagonizado por Alexandre Rodrigues e Matheus Nachtergaele.

Um retrato cruel da vida nas favelas do Rio de Janeiro, Cidade de Deus é um filme que provoca reflexão e revolta em um realismo impar, mostrando as amizades e conflitos de um grupo de crianças e pré-adolescentes que se aventuram pelos perigosos morros do Rio em busca de vingança, paz ou redenção. O morro é dominado por facções criminosas e o perigo está sempre à espreita, com jovens comandando o tráfico de drogas e uma iminente disputa pode botar toda a população em risco. O filme narra bem os dramas da vida de Buscapé e Zé Pequeno, dois opostos da sociedade que são obrigados a viver em conjunto no limitado trecho em que se situa Cidade de Deus onde o tráfico é lidado com rigor e violência. Buscapé é um fotografo entusiasta e através disso, vê uma fuga deste violento inferno.

Não atoa sendo considerado o melhor filme já feito no Brasil, Cidade de Deus teve recursos e talentos para criar um clima magistral de tensão, à qual os muitos outros filmes do gênero nacionais não conseguem nem chegar perto. A trama é intensa, viciante, rica e bem conduzida, com uma fotografia deslumbrante, excelente edição, atuações dignas de Academy Awards, direção precisa, mostrando com amplitude o universo da chamada Cidade de Deus, um dos lugares onde se situa o filme, que é uma representativa dos dramas vividos nos conjuntos habitacionais improvisados da cidade. Buscapé está querendo ficar fora da vida do crime, mas será que ele vai conseguir? Infelizmente não, o crime na Cidade de Deus é como um imã, que te puxa e te prende a ele, e Buscapé acaba se tornando o fotógrafo dos bandidos.

Este é outro filme que eu acredito que todos os meus leitores já assistiram, mas caso não tenha visto, tenha pressa, o longa é um clássico contemporâneo venerável e que merece toda a sua atenção, com ressalvas, pela censura do filme de 18 anos e ele ser completamente inapropriado por cenas de sexo quase explícitas, palavrões aos borbotões, muita insinuação e violência. Estão avisados e está recomendado.

Melhor Cena: Os massacres de Zé Pequeno logo que o personagem é apresentado, como o jovem Dadinho.

Maior Destaque: Realismo.

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