Sinopse: Charlie (Tom Cruise), um jovem yuppie, fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento descobre que herdou um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto um “beneficiário” tinha herdado três milhões de dólares. Curioso em saber quem herdou a fortuna, ele descobre que foi seu irmão Raymond (Dustin Hoffman), cuja existência ele desconhecia. Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entenderão o significado de serem irmãos.

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4

Gênero: Drama.

Dirigido por Barry Levinson.

Protagonizado por Dustin Hoffman e Tom Cruise.

Com um diretor versátil, um roteiro inteligente e ótimas atuações de Dustin Hoffman e Tom Cruise, o filme mostra um filho que após a morte do pai descobre que a fortuna toda ficou para um irmão autista que ele nem sabia que existia. Ele sequestra Raymond interessado no dinheiro, perde sua namorada e entra em sérios problemas quando descobre que Raymond é mais inteligente do que ele pensava e tem habilidades matemáticas absurdamente boas. Então eles entram em conflito e aos poucos Charlie aprende a gostar de Raymond e eles acabam vivendo uma linda história de amor fraternal que emociona e cativa.

A fotografia é estupenda, com uma paleta de cores fria e muito detalhamento nos cenários, graças a profissional direção de arte. O filme destoa um pouco do coitadismo e mostra Raymond fazendo coisas incríveis, como decorar quase metade de uma lista telefônica e contar em segundos quantos palitos de dentes caíram no chão em um restaurante. O longa me impressionou em diversos momentos com a tênue linha entre ignorância e sabedoria que o personagem de Dustin Hoffman tem, e a superação que vem com sua, as vezes pra ele imperceptível, luta por liberdade.

Rain Man tem o mesmo estilo de Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994), então quem gostou deste provavelmente se sentirá contagiado pela pureza e beleza de Rain Man. Os dois inclusive tem muito em comum, pois ambos ganharam o Oscar de melhor filme e melhor ator, ambos falam sobre protagonistas com alguma espécie de distúrbio mental, e ambas mostram a superação de suas dificuldades de forma bela e profunda. Recomendo à todos os públicos, especialmente para o aficionados por filmes de Drama comoventes e bem feitos.

Melhor Cena: Apostando em Las Vegas.

Maior Destaque: Atuações.

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