Sinopse: Michael King (Shane Johnson) não acredita em religião, espiritismo ou fatos paranormais. Enfrentando a morte da esposa, ele decide fazer seu próximo filme ligado à busca da existência de forças sobrenaturais. Michael permite que vários praticantes de artes ocultas testem os rituais mais pesados nele na intenção de provar que tudo é um mito. Porém, algo acontece.

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Título: A Possessão do Mal

Direção: Daniel Jung

Ano de Lançamento: 2014

Gêneros: Horror

Review

Michael King é um homem descrente que após a morte de sua mulher decide provar que nada não corpóreo existe, e começa a frequentar rituais de magia negra e invocação de demônios para provar que isso tudo é uma farsa, documentando os acontecimentos. Após muita procura ele encontra dois rituais peculiares que mechem com a sua cabeça, e também, com a sua alma.

Uma mistura de filme normal com found footage com sustos fáceis e apelativos e uma performance questionável do ator principal, A Possessão do Mal não é um filme de Horror muito inteligente, caindo em clichês do gênero constantemente, como múltiplas vozes saindo do mesmo homem e mudança da coloração ocular. O filme até acerta em alguns pontos, como no andamento e na cinematografia, mas usar de interferências e estática pra dar sustos é apelar demais. A história não soa nem um pouco realista e é um dos filmes que mais apelam pra jump scares superficiais pra tentar pegar o público de surpresa, uma característica péssima frequentemente vista em filmes de Horror da atualidade, e que não surpreende pelo já relativamente baixo orçamento.

Eu não estou dizendo que o filme é um bicho de sete cabeças, mas ele não se esforça pra agradar, e essa falta de esforço prejudica, e muito, o filme, que em tese poderia ser uma obra prima se fosse melhor realizado. A fotografia é de fato boa, a direção de arte razoável, a edição, como já disse múltiplas vezes, apelativa, os figurinos são simples e os efeitos especiais são porcos. Com características técnicas limitadas, e suportado apenas por uma estória decente, não resta dizer que o filme é uma leve decepção e que talvez seria bem melhor se não viesse de um roteirista e diretor estreante. Não é uma maneira muito boa de se começar a carreira, mas, é o que temos pra hoje. Resta saber se as cenas dele perdendo a cabeça na segunda metade do filme compensam a falta de mais recursos e um ator melhor que Shane Johnson. Isso fica a seu critério leitor, mas a segunda metade é realmente interessante, e aviso de antemão que o fim é trágico e bem legal.

Melhor Cena

A cena final, que explica muita coisa.

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