Sinopse: Carry White (Sissy Spacek) uma jovem que não faz amigos em virtude de morar em quase total isolamento com Margareth (Piper Laurie), sua mãe e uma pregadora religiosa que se torna cada vez mais ensandecida. Carrie foi menosprezada pelas colegas, pois ao tomar banho achava que estava morrendo, quando na verdade estava tendo sua primeira menstruação. Uma professora fica espantada pela sua falta de informação e Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Mas ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos de sua capacidade vingança quando está repleta de ódio.

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5

Características: Triste. Violento. Humilhante. Tenso. Forte.

O  clássico baseado no livro homônimo de Stephen King é a segunda melhor adaptação de um livro do mesmo até hoje, perdendo apenas para O Iluminado (1980). Carrie é uma moça tímida e um pouco estranha brilhantemente interpretada por Sissy Spacek. Ela passa por altas doses de humilhação em sua escola e nenhuma das alunas gosta dela, tendo apoio apenas de sua professora. Convidada pelo baile pelo galã da estória com planos terríveis para aquela noite, Carrie inocente aceita e quando ganha de rainha do baile é coberta de sangue de porco, e daí, vem sua vingança.

Carrie não é uma menina, digamos, normal. Ela tem poderes de telecinesia e com eles faz da vida daqueles que lhe fazem mal um inferno. A mãe de Carrie especialmente, é uma fanática religiosa cruel que mostra o que a cegues espiritual pode fazer com uma pessoa, julgando Carrie como puta apenas por querer ir ao baile com um vestido bonito, sem enxergar que ela mesma é a maior pecadora, por submeter sua filha a ridicularização e um tratamento rígido e aparentemente sem limites.

O filme é idolatrado até hoje por sua estória complexa, fidelidade ao livro, trilha sonora classuda, peso de roteiro, carga dramática e atuações espetaculares, inclusive de um ainda jovem John Travolta, que é descoberto nesse filme. Os efeitos especiais são incríveis para a época, a maquiagem é perfeita, o ritmo do filme é tão pulsante quanto o assustado coração de Carrie, a direção de arte brilha como o sol, fazendo com que esses aspectos o tornem um dos melhores filmes de Horror da história.

Concluindo, se você gosta de Horror ou Drama, e não liga pra sustos apelativos e quer ver um filme apoiado por excelentes atuações e que não transborda superficialidade como os seus remakes, com este detalhe da crítica sendo certamente direcionado para o desastroso e ridículo remake de 2013, que suja o nome da franquia com atuações terríveis e efeitos especiais péssimos e ainda não culpando a religião pelo o que acontece com Carrie, o que era um objetivo claro do livro. Essencialmente tira-se de Carrie, A Estranha de 1976 muito proveito. É cinema essencial e obrigatório para os fãs da sétima arte.

Melhor Cena: Carrie mata a sua mãe.

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