Não recomendado para menores de 12 anos.

Sinopse: Dez anos após a morte de seu marido, Anna (Nicole Kidman) finalmente conseguiu reconstruir sua vida, estando prestes a se casar novamente. Repentinamente surge em sua vida um garoto de 10 anos, que se apaixona por Anna e diz ser a reencarnação de seu marido. Anna inicialmente considera a história totalmente absurda, mas alguns detalhes de situações ocorridas entre ela e seu falecido marido, contados pelo garoto, fazem com que ela fique intrigada. Aos poucos Anna começa a relembrar fatos de seu passado e começa a questionar as escolhas que fez na vida, o que faz com seu noivo, a família dele e sua melhor amiga fiquem preocupados.

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Gêneros: Drama. Romance. Suspense.

Dirigido por Jonathan Glazer.

Protagonizado por Nicole Kidman, Cameron Bright e Danny Huston.

Com um roteiro de gosto duvidoso e performances aquém da capacidade dos atores e atrizes nele presentes, Reencarnação poderia ser muito melhor se tivesse mais zelo com a sua delicada trama, que por um simples escorrego peca fatalmente e é impedido de ser uma possível obra prima. A estória é até inteligente mas a sua essência cheira a pedofilia e tem um tom desagradável, que surpreendentemente funciona em certos momentos, mas pra causar desconforto.

A ganhadora do Oscar Nicole Kidman está sem gás neste filme, e não empolga com sua atuação ralé e mediana. A trama é chata e desinteressante de acompanhar, e apesar de existir aprofundamento de personagens, é uma mudança para pior, por mostrar o quão bobos e triviais são os personagens, tendo como único destaque realmente surpreendente para o talentoso Cameron Bright, que tem futuro.

O roteiro gira em volta de um garoto de 10 anos que diz ser a reencarnação do falecido marido de Anna, que também se chama Sean. Quando desperta dúvidas dos outros personagens, começa a contar coisas que só eles sabiam para provar que é mesmo a reencarnação do falecido Sean. Agora cabe a Anna acreditar ou continuar sua vida ignorando o fato de que seu marido agora é um menino de 10 anos que sabe mais dela que o seu próprio noivo sabe.

Concluindo, é um filme básico, com diálogos pouco desenvolvidos e personagens pouco interessantes, mostrando falta de pulso firme do diretor para que os atores se esforçassem mais para entregar atuações consistentes e os roteiristas criassem algo mais sólido. É uma pena, uma boa ideia desperdiçada, arrastada por longos 100 minutos e que poderia muito bem trazer um resultado melhor ou no mínimo ser 40 minutos mais curto para um melhor aproveitamento do roteiro.

Melhor Cena: Sean fala com seu cunhado coisas intimas sobre ele e Anna.

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