Sinopse: A Mãe de Iris e Rose morreu. Agora Iris, a mais velha, terá que lidar com uma macabra tradição familiar imposta por seu pai em nome de Deus. Mas Rose tentará convence-la a colocar fim a um ritual milenar. Será que elas vão enfrentar o pai?

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3

Características: Sádico. Psicótico. Violento. Misterioso. Lento.

Com um início misterioso e cheio de tensão, Somos o que Somos começa bem, abrindo alas para o desenvolvimento de seu criativo roteiro que narra a estória de uma família com um patriarca abusivo, que após a morte de sua mulher tenta continuar com um ritual macabro que era o papel da falecida, e que se mantem em mistério por muito tempo, causando um certo incomodo ao espectador. Este é um filme daqueles clássicos casos em que alguém é capaz de qualquer coisa pela fé. E aqui vai mais uma boa e velha dose de violência extrema.

Com uma incrível fotografia, um roteiro bem escrito, uma direção de arte bela e vigorosas performances das duas protagonistas, Rose e Iris. O filme é cheio de segredos e eles são revelados vagarosamente. Muitos não terão paciência com o ritmo do filme e é até compreensível, porque esse é seu principal defeito, falta de coisas para mostrar. A imposição de Rose diante de seu pai é de bravura indômita e daí nasce uma sádica rivalidade quando a mesma tenta impedir o seu pai de concretizar seus planos malignos.

Concluindo, não é um filme capaz de assustar, mas o extremo gore agrada e o mistério do início do filme é agoniante, sendo totalmente imposto pelo peculiar e psicopático comportamento do pai. O longa tem uma estética e construção muito próxima da de A Bruxa (2015), incluindo um final impactante, impensável, brutal e pesado, que mostra que se o filme inteiro tivesse um ritmo mais intenso, por não gozar da mesma riqueza de misticismo de A Bruxa (2015), poderia ser um grande filme sobre fanatismo religioso psicótico. Agradando ou não, o filme tem suas virtudes e defeitos, como quase toda obra cinematográfica, então cabe a você assistir e ver se gostou ou não. Eu gostei e recomendo.

Melhor Cena: O pai enfia uma pá na nuca do namorado de sua filha.

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