Não recomendado para menores de 16 anos

Carietta White (Chloë Grace Moretz) sempre foi oprimida pela sua mãe, Margaret (Julianne Moore), uma fanática religiosa. Além dos maus tratos em casa, Carrie também sofre com o abuso dos colegas de escola, que nunca compreenderam sua aparência nem seu comportamento. Ridicularizada por todos, aos poucos ela descobre que possui estranhos poderes telecinéticos, que se manifestam com força total durante sua festa de formatura.

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Gêneros: Drama. Terror.

Dirigido por Kimberly Peirce.

Protagonizado por Chloë Grace Moretz, Julianne Moore e Judy Greer.

 Uma nova visão da história de Carrie é mostrada neste filme de 2013, que aposta em uma proposta completamente contrária ao livro, não culpando a religião e o fanatismo pelos trágicos acontecimentos na vida de Carrie. Já começando errado, o longa pouco empolga em seu decorrer e é uma obra difusa e confusa que contrasta com as duas primeiras versões da história ao colocar uma atriz linda para fazer o papel de Carrie, que no original de 1976 e no remake para a TV era de fato, estranha.

Aqui vemos uma garota quase normal e que se misturaria na multidão fácil que tem o poder da telecinesia, ou pra leigos, mover coisas com a mente. Ela é culpada por sua mãe de ser pecadora até pela clássica cena da primeira menstruação de Carrie, que ocorre nos três filmes. Continuando com as comparações, o saldo de mortos neste remake é bem menor que o dos outros dois, onde todos morrem menos Sue, mas neste a violência é mais explicita e é a grande jogada do filme, o shock value, a tecnologia atrapalha pela necessidade de modernizar um filme que é baseado em um livro escrito a décadas e a cena que era pra ser o clímax do filme me pegou de surpresa negativamente com péssimos efeitos especiais, que fazem até parecer com que Carrie flutua em meio aos feridos e mortos, e não anda.

O bullying neste filme é tratado com bem menos naturalidade e a obra se foca mais em mostrar as antecipações para o baile, com os personagens do filme não seguindo as mesmas convicções e nem atacando de forma tão brutal Carrie como acontece nos filmes anteriores. O único grande trunfo deste filme é ter Julianne Moore no papel da mãe de Carrie, que é provavelmente a melhor atriz viva desde o filme A Mão Que Balança o Berço (1991).

Concluindo, não é exatamente um filme ruim, mas é desnecessário, e foi rodeado de muito marketing sem conseguir atingir as expectativas da maior parte dos fãs de filmes de Terror. Não recomendo, a não ser que já tenha curiosidade prévia e esteja ciente que se trata da versão menos fiel ao livro já feita, e que de forma alguma pode substituir a versão original, que é a versão definitiva e mais fiel do Drama de Carrie e também a mais impactante.

Melhor Cena: A morte de Chris.

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