Capa_Uganga_Opressor
Título: Opressor
Artista: Uganga
Ano: 2014
Gênero: Thrash Metal
Uganga é uma banda que já tem uma boa estrada aqui no Brasil, lançando o seu mais novo trabalho em 2014 do mais puro malte do Thrash Metal nacional chamado Opressor. Esta obra prima do Metal Nacional da orgulho de ser da mesma terra de Manu “Joker” (vocal) e companhia. O disco já começa com a matadora Guerra, que já mostra muito da personalidade da banda que os faz tão únicos, com riffs fervorosos e um peso absurdo, além de letras berradas aos quatro ventos com agressividade e ódio, transmitindo uma realidade com a arte. Opressor também se destaca, e mais cadenciada, remete ao Thrash Metal no início dos anos 90, onde bandas como Megadeth e Kreator representaram o estilo com seus melhores albuns. O trabalho segue em ritmo forte e empolgante com a faixa Casa, um de seus maiores destaques, com uma excelente letra mais amena e menos agressiva que as anteriores mas mais calcada no Thrash Metal tradicional e com o melhor solo do disco.
Modus Vivendi é outro petardo, contando com uma letra bem característica do som da banda e com surpreendentes quebras rítmicas que eu confesso, me pegaram desprevenido, e o cadenciamento novamente é presente e parte bem presente na densa sonoridade da música que é tão original que não remete à nenhuma outra banda do estilo. Nas Entranhas do Sol é outra música que marca o CD com sua abordagem old school e uma psicodélica quebra rítmica que impressiona e é completamente inesperada. Who Are the True conta com participações especiais e é a música mais surpreendente no disco apesar de não ser a melhor. Com um instrumental absurdamente pesado, muita agressividade e uma pegada que não tem erro é uma das faixas mais certeiras do trabalho e deixam claro que os caras tem talento o suficiente pra fazer qualquer tipo de Thrash Metal.
Resumindo tudo o que eu disse em apenas um parágrafo, é um puta álbum que deixa a sua marca bem visível na história do Metal Nacional e não nega as suas origens tupiniquins com pequenos toques de elementos brasileiros em músicas brutais, intrincadas no mais agressivo Thrash Metal que os anos 2000 do Brasil já viram e trazendo coisas novas a mesa, saindo de sua área de conforto a todo momento e se arriscando com algo menos pleno e mais bagunçado. E que bagunça boa hein? Só não gostei dos curtos interlúdios que abrem algumas faixas mas isso é fichinha perto da grandeza do trabalho, e não o prejudica.
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