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Título Original: V for Vendetta
Direção: James McTeigue
Gêneros: Thriller, Drama e Ação

Introdução

Baseado em quadrinhos, esse filmaço conta a história de V (Hugo Weaving), que deseja fazer uma revolução em uma Londres totalitária querendo que a Grã-Bretanha volte a ser livre e para isso irá derramar muito sangue com a ajuda de Evey (Natalie Portman), em uma das melhores performances de sua impressionante carreira. É um filme adulto, poético e muito violento que tem uma abordagem muito peculiar e virou sinônimo de liberdade sendo adotada a máscara de Guy Fawkes até pela organização secreta anti-elitista Anonymous, tamanha a influência do filme.

Opinião

Com uma ideologia pós moderna e muito apelo político, esse filme é revolucionário e marcou um novo padrão de qualidade para filmes do século 21, com um estilo único, fotografia perfeita, uma das direções de arte mais fodas já feitas, figurinos impressionantes, uma ambientação futurista incrível e excelentes atuações dos dois protagonistas, esse é um filme difícil de esquecer depois de visto, com intensidade elevada e um tom poético único, nunca usado no cinema antes, mostrando mais uma vez a dominação da DC Comics com mais um anti-herói vindo de quadrinhos que usa de atos terroristas pra unir o povo britânico em uma rebelião contra um regime tirano e totalitário na Inglaterra futurística. A abertura pra interpretação que o filme dispõe de é vasta e impressionam. A mascara de Guy Fawkes só ajuda na iconoclastia mostrada pelo filme e seu estilo é inconfundível. 10 segundos de filme é suficiente para identifica-lo de tão único que ele é e V e seus mistérios encantam qualquer espectador interessado por obras cinematográficas experimentais, trazendo o Avant-Garde à moda e elevando o nível dos blockbusters da atualidade, com meritocracia inegável e um perfeito aproveitamento do elenco para uma história intrincada em complexidade e que surpreende até o mais experiente cinéfilo com finesse e visceralidade explícitas e que me cativaram de forma impressionante do começo ao fim do filme. É uma experiência mágica, renovadora e engrandecedora que traz a mesa genialidade editorial e uma construção grandiosa, como nunca se foi visto antes no cinema, com um final com gostinho de clímax e de quero mais. É uma pena que é um filme com final sem abertura pra continuações, impedindo que essa equipe sensacional se reúna para um repeteco. Resumindo, eu amo esse filme e queria mais.

Conclusão

Sem medo de exagerar, um dos melhores filmes da história, impressiona em escala, proporção e grandiosidade. Estiloso e truculento, é o ultimato para o cinema britânico aprender como se faz filmes bons e que deixa um padrão elevado e que só foi alcançado por Mad Max: Estrada da Fúria (2015) em qualidade, 10 longos anos depois.
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