Gangues-de-Nova-York

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Daniel Day-Lewis e seu metodismo.

Mais um filme de Martin Scorsese seu pupilo, Leonardo DiCaprio, e o multi-milionário, multi-talentoso e multi-ganhador de Academy Awards Daniel Day-Lewis, esse épico Drama se passa na América durante o século XIX mostrando a fatídica treta entre gangues irlandesas e gangues italianas, com o personagem Amsterdam (DiCaprio) buscando vingança com William (Day-Lewis), o assassino de seu pai, e mostrando sua história de amor com Jenny (Cameron Diaz), membro de uma gangue rival. Para um filme que ultrapassa as duas horas e meia ele não é nada cansativo, e como um filme de época, é muito estiloso e tem uma brilhante direção de arte que enche os olhos de orgulho da equipe de Scorsese, com uma Nova York realista e viva, para nos deliciarmos com o roteiro encantador desta fábula, que mistura Drama e Faroeste em cenários grandiosos e com uma linda trilha sonora, que me encantou e me levou à outra época que eu jamais imaginei experiência-la. A conexão de Amsterdam e William é fascinante e tem profundidade, com a trama eximiamente bem executada atingindo em cheio o espectador com expertise em direção e atuações matadoras, no melhor papel da vida de Cameron Diaz e uma das melhores interpretações de Day-Lewis, com melhores momentos na carreira de DiCaprio, que é o que menos se destaca no filme. Mesmo assim, o roteiro é vibrante e divertido, com muita violência, palavrões e crimes, além de coisas polêmicas mas que dizem respeito a época, como rinhas, em que cachorros perseguem ratos para a diversão do público lá presente. Apesar de não ser cansativo, o filme é longo demais, e o que ele dispõe podia muito bem caber em duas horas, mas todo mundo sabe os costumes do titio Scorsese, que adora fazer filmes gigantescos e exagerar no conteúdo. Mesmo assim, é uma ótima pedida e creio que irá agradar e divertir todo o público adulto.

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