O quinto filme da franquia é divertido e cativante, também podendo ser considerado um dos melhores e mais icônicos da saga.

Apesar de ter muito menos Ação que o usual para os filmes do James Bond, a trama envolvendo novamente a organização criminosa Spectre é contagiante e agrada demais pela performance de Sean Connery e uma das melhores Bond girls da história. A história fala sobre uma poderosa arma nuclear japonesa e russa que ameaça os Estados Unidos e cabe à Grã Bretanha dar um fim nela antes que desastres maiores aconteçam. Com o pico em uma perseguição de helicópteros na primeira metade do filme, esta não é uma trama que evolui, mas ela serve de exemplo pra aproveitar bem seus momentos fortes pra deixar o elenco à vontade e fazerem o trabalho deles corretamente. A trilha sonora é excelente e aquela clássica entrada estilosa dos filmes do Bond está presente e em total serviço do entretenimento do espectador. Eu me senti cativado pelo filme o tempo todo e foi uma boa diversão que a TV por assinatura me proporcionou, com Connery em topo de forma e um excelente toque de Drama na turbulenta história. Essa sem dúvidas é uma das missões mais difíceis de todos os filmes do agente 007 e é grandiosa em escala, impressionando com seus aspectos técnicos, como os efeitos especiais excelentes, a fotografia morna e convidativa e a direção de arte fiel aos limites ao ambiente nipônico. Este é o filme que ganhou a primeira sátira de Austin Powers, por conter um personagem muito próximo visualmente e em atitudes do Dr. Evil, ambos interpretados por Mike Myers, o gênio de gênio difícil. O ritmo do filme é preciso e ele não tem espaço para a monotonia em momento algum, com o Número 1 sendo um vilão misterioso e competente na missão de fazer-nos odiá-lo. Resumindo tudo, é um ótimo filme que irá agradar os fãs de Ação e Espionagem com uma história eficaz, boas características técnicas, boas atuações, diálogos e personagens icônicos, e é claro, Sean Fucking Connery.
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