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ATENÇÃO: Essa review não é só opinativa, como informativa, e contém spoilers sobre o fim do filme, que diga-se de passagem, não estragam a magia do mesmo.

A Bruxa é um filme de Terror Psicológico lançado em 2015 que causou muito burburinho na internet. De um lado estavam os haters que afirmavam que o filme é lento demais, que o desfecho não tem sentido, bla bla bla. Do outro lado estavam os fãs de cinema em geral que ficaram chocados com o que viram neste macabro longa. Me desculpem haters, mas pra mim, com este filme não rola ódio. A Bruxa fala sobre uma família no século 17 que é expulsa de sua cidade por acusações de bruxaria, como era comum na época toda vez que alguma jovem garota apresentava um comportamento estranho. A família formada por um pai, uma mãe e cinco filhos se muda para uma fazenda no interior onde estranhas coisas começam a acontecer. As crianças começam a criar canções para o bode da família, o imponente Black Philip (só esse nome já me causa arrepios), um de seus filhos desaparece na floresta e Thomasin (Anya Taylor-Joy), a filha mais velha, começa a inventar para as outras crianças que ela é uma bruxa. Com o comportamento do pai, seco e tendencioso, as coisas vão ficando cada vez mais tempestuosas, até chegarmos ao violento fim que se tornou um ícone aos olhos da crítica de como um filme de Terror deve terminar se quer surpreender. O que muita gente não sabe é que o filme reflete uma realidade da época, onde qualquer comportamento estranho vindo de uma adolescente, era levado até pelos pais como bruxaria, pois o século 17 é conhecido por selvageria dada por intolerância religiosa, e o pai da família retrata isso muito bem com duros ensinamentos religiosos e mediocridade no negligente tratamento com seus filhos, e o pesado fim representa a ascensão de uma garota à flor da idade à sua real forma, espiritualmente e sexualmente. Ditas bruxas se reuniam nas florestas para fazer sexo, beber e reverenciar o Diabo. O fim não está errado. Já por isso existe o dialogo final que não deixa dúvidas da objetividade do filme. De resto ele é mais uma obra prima dos anos 2010 com uma fotografia perfeita, direção de arte exemplar, atuações profundas, uma trilha sonora memorável, edição de áudio absurdamente boa e um fim icônico, que fez deste filme o que houve de melhor no gênero no ano de 2015, não deixando dúvidas quanto ao talento de Robert Eggers na direção e de todo o elenco profissionalíssimo no decorrer dessa tenebrosa história. Não tem como odiar este filme uma vez que se entende ele, e ele é o mais recente clássico Cult da história do cinema. A bruxa que da nome ao filme aparece em pouquíssimos momentos, todos muito macabros, porém poucos, mas não tira o direito do filme de se intitular dessa forma, e não como “O Bode”, como alguns “críticos contemporâneos do Filmow” sugeriram.

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