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Finalizando a incrível safra de filmes dos anos 90 temos À Espera de Um Milagre, um comovente filme que conta a história de John Coffey (Michael Clarke Duncan), um condenado à duplo homicídio que no corredor da morte começa a realizar milagres que intrigam a equipe de policiais responsáveis pelo bloco E no ano de 1935. O filme tem um clima muito pesado mas de certa forma esperançoso, e passa a imagem de que tudo vai ficar bem, por mais que não fique. Como destaques temos, lógico, Tom Hanks no papel de Edgecomb, o principal dos policiais, o saudoso Michael Clarke Duncan no papel do milagroso John Coffey, que é uma espécie de anjo vindo do céu que não tem registros de sua vida previamente à sua prisão, Brutal (David Morse), um cativante oficial da polícia e Percy (Doug Hutchison), um problemático e maligno policial que faz maldades durante todo o filme até encontrar seu destino final. Este elenco matador encanta com suas atuações poderosas e realistas e a cada milagre de Coffey, temos mais certeza de que ele é inocente nas suas acusações, deixando um buraco no meu coração com o dramático e trágico fim do filme, que enfia toda a esperança que o filme passa no lixo e choca como poucos. Vindo do talentoso diretor do melhor filme da história, Um Sonho de Liberdade (1994), Frank Darabont, a competência de todo o elenco e equipe são refletidos na gigantesca qualidade final do filme que hoje em dia serve de lembrança do tamanho talento que Michael Clarke Duncan era e de como ele faz falta para o cinema atual. A atuação de Tom Hanks é excelente, mas é ofuscada na década pelo perfeito papel de Forrest Gump, no filme de mesmo nome de 1994, principalmente porque aqui “a vida NÃO é uma caixa de chocolates”, pendendo mais para o saco de merda pegando fogo. Acho que entenderam a mensagem.

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