Cover
Vulcano é uma banda de Thrash e Death Metal brasileira com uma longa carreira do qual eu tenho um especial carinho por. A sonoridade deles é caracterizada por músicas tempestuosas, cheias de vocais rasgados e agressivos, bateria muito sobressalente e riffs técnicos que acompanham os brutais bumbos que ajudam na velocidade e peso desta perfeita abordagem de nicho que eles tem. O esperado álbum XIV é a ousada aposta da banda para 2017, e posso dizer que o resultado ficou incrível.

Propaganda and Terror

A faixa de abertura é focada nas baquetas e é direta e certeira, com uma letra chamativa e inúmeras quebras rítmicas que não deixam o som cair no marasmo. Não podia começar melhor.

The Tides of Melted Metal

A segunda faixa é a melhor de todo o disco, com um notável riff de base que é um soco no estômago de tão pesado e técnico. Dessa vez o destaque vai para as guitarras, que fazem um bom trabalho em demonstrar o quão refinada essa banda pode ser sem deixar de lado a sonoridade suja.

Thunder Metal

Simplista e veloz, “Thunder Metal” pode não impressionar, mas sem dúvidas agrada bastante por ser um Death Metal feijão com arroz bem feito. O solo é insano e facilmente o melhor momento da música, mostrando diversas nuances diferentes que definem bem a habilidade dos músicos em mandar bem quando o assunto é peso extremo e agressividade.

Necrophagy

A pior música do disco é um auto-plágio divertido, que remete à diversas músicas do passado da banda e não surpreende em nenhum aspecto que não sejam seus hábeis e viciosos solos.

Behind the Curtains

Impactante e extremamente agressiva são duas expressões que definem bem esta notável música, que se mantem fiel à sonoridade que o Vulcano vem adotando nos últimos discos e figura entre o que eles tem de mais novo para apresentar no vindouro XIV.

Thou Shalt Not Kill

Com um vocal poderoso e uma abordagem que impõe ao ouvinte a sua verdade, “Thou Shalt Not Kill” imprime com perfeição o que é uma sonoridade brutal, especialmente quando acontece uma quebra rítmica que inclui drasticamente a velocidade da música.

Paradise on Holocaust

Uma música tímida e simplista que não se destaca em meio a porrada de músicas que beiram o status de clássicos instantâneos, pode sem muito pesar ser pulada apesar de apresentar bons riffs e uma excelente letra.

The Face of the Abyss

Técnica e veloz, “The Face of the Abyss” empolga e emerge como uma música polarizadora no disco. Muitos gostarão de sua aproximação ao ouvinte, mas muitos não. Me cativou e eu adorei os riffs, mas tenho uma reclamação a fazer. Graças à produção o baixo ficou quase inaudível dentro do espectro musical da música, mas ela é excelente. Isto é inquestionável.

To Kill or Die

“To Kill or Die” me lembrou bastante Possessed, principalmente no rico e poderoso instrumental que demonstra extremo vigor da parte dos artistas que compõe o Vulcano, cheia de solos e quebradas, com um vocal surpreendente, que facilmente figura entre as cinco melhores performances vocais de Luiz Carlos Louzada e promete ser a queridinha do público se tratando do XIV.

I’m Back Again

A faixa onde o baixo é mais proeminente é justamente a que fecha o trabalho, e é uma pena que por mais que ela seja ótimas o restante do instrumental não acompanha bem a qualidade de sua linha de baixo. Mesmo assim, o riff cativa e a velocidade da faixa é animada e vibrante, finalizando mais um disco dos pioneiros do Death Metal brasileiro com primor.
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