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Filhos da Esperança conta a dramática história da Terra em 2027 dominada pelo caos com a morte da pessoa mais nova da do planeta, um homem de 18 anos, em um mundo onde as mulheres ficaram inférteis e Londres é o único lugar do mundo onde a policia ainda tem controle, tratando com rédeas curtas os imigrantes ilegais que buscam por paz. Theo, interpretado por Clive Owen, é um homem solteiro e depressivo que é sequestrado por sua ex-mulher, Julian, interpretada por Julianne Moore, que o dá a missão de proteger uma garota, que milagrosamente ficou grávida e pode ser a salvação da humanidade, dos rebeldes que estão por todo canto para instaurar caos e destruição.

Filmes distópicos sempre me interessam, e esse no caso mostra um futuro pouco provável, onde a seleção natural atinge níveis catastróficos e o planeta está em guerra entre as forças militares e os rebeldes e saqueadores, tudo porque as mulheres perderam a habilidade de conceber filhos. Infelizmente minha amada Julianne Moore já morre no comecinho do filme, mas durante todo o longa temos o ótimo Clive Owen se dedicando ao máximo à seu personagem que é de natureza introspectiva e complexa, agraciando o público com as suas mais que habilidosas técnicas cênicas. Ele é um nome neutro no filme, mas que é bem intencionado e quer fazer o bem, e não restam dúvidas que impedir que o governo bote as mãos em uma imigrante ilegal grávida do primeiro bebê da terra em 28 anos não é tarefa fácil. Na duração do filme, que é na medida certa, 100 minutos, temos muita ação, tiro, porrada e bomba e um ambiente caótico perfeitamente realizado pela direção de arte que neste filme é de primeira e digna de Oscar. Os efeitos especiais também são excelentes e muito realistas, como se eles tivessem testado um tanque de guerra antes para ver exatamente como é a explosão causada, então galera, tecnicamente é sucesso. Só é estranho chamar alguém do cacife de Moore para fazer um papel de 10 minutos em cena, mas vai entender o que pensaram os cineastas? Talvez era só uma participação especial no filme pra ajudar no marketing, tipo o que aconteceu recentemente com o Coringa no filme Esquadrão Suicida.

Conclusão, o filme é ótimo e traz bom divertimento mirando no público adulto pela maturidade de seu roteiro e acertando em cheio no casting, nas características técnicas e na dosagem de Drama do roteiro, que em um ponto se torna um filme de guerra sem deixar a Ação dominar como gênero. Uma ótima pedida para qualquer momento.

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