Deus Não Está Morto é um filme dramático demais e forçado, que passa a sua mensagem de forma muito ortodoxa e erra em não experimentar mais com uma temática promissora do embate entre a impetuosidade de um arrogante professor ateísta e a insistência de um jovem aluno entusiasta em Teologia que nas aulas de filosofia de uma universidade americana. O andamento é um pouco confuso pelos cortes bruscos e a fotografia não agrada, e algumas nuances da história são absurdas, como o Drama do carro que não pega ser usado para exemplificar um milagre. Deus age de formas peculiares, mas não de formas absurdas e isso o filme falha em mostrar, com cenas desconexas e super-dramatização de personagens que são insignificantes para a história apesar das boas atuações dispostas pelos vários protagonistas. Algumas cenas são muito boas e esperançosas, especialmente o inesperado final, que novamente, é um pouco prejudicado pela super-dramatização recorrente no filme. Ele foi bem recebido pela crítica mas o público logo caiu em cima e atrapalhou a reputação do filme, que acabou caindo no esquecimento e se tornando uma indigesta peça Cult que só servirá o apetite de fanáticos religiosos e que não buscam por um filme com argumento plausível e bom uso de suas principais armas para entregar uma bela mensagem de fé e esperança da forma que este filme não é capaz. Eu sou um homem de fé e este filme não me representa.
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