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Mitificando a floresta Aokigahara, a beira do Monte Fugi, onde centenas de suicídios ocorrem por ano de verdade, Sarah parte em busca de sua irmã desaparecida, Jesse, em meio a um ambiente hostil onde sua mente é seu pior inimigo e não se deve acreditar em nada do que vê ou ouve. Essa é a lição que Sarah não aprende no decorrer do longa e que leva ao surpreendente final. Floresta Maldita não é um filme de Terror comum! Ele transita entre vários subgêneros do meu amado estilo com leveza e sabedoria, trazendo uma trama por vezes confusa e modesta, mas contundente. A atuação de Natalie Dormer é muito boa e há aspectos no filme que eu achei bem atrativos. Por mais que ele opte por uma abordagem fantasiosa pra levar às telonas uma trágica realidade, é valido quando tudo o que é mostrado me da orgulho de seguir o gênero mais controverso do cinema. A locação é a fatídica floresta de verdade, o que deixa as coisas ainda mais tensas, e a jornada de Sarah tem altos e baixos que culminam em um fim trágico e incomodo para quem assiste, que determinou a nota positiva final. Por vezes o filme parece que vai se tornar uma trama sobre serial killer, o que seria um completo desperdício de premissa, mas o longa sabe contornar seus erros e mostra destreza em contar uma história, com apenas sustos apelativos e dispensáveis atrapalhando na qualidade final da película. Eu busquei algo de interessante pra ver na Netflix e felizmente achei, e o recomendo pra todos que estão em dúvida de como gastar 90 minutos com entretenimento macabro para todas as idades e que alcança o que almeja, sem mostrar-se em nenhum momento um filme de proposta pretensiosa e nem tentar ser mais do que é: um bom filme.
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