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Pegando carona no sucesso do início da saga Star Wars, Moonraker é um filme pouco original e que aborda temáticas batidas, apesar da aparição do velho vilão Jaws e da ação intensa e contagiante. É um bom filme, mas que busca seus objetivos por meios errados e em alguns momentos chega a ser chato. Eu hein? Desde quando 007 é Ficção Científica. Ele conta a estória da nave Moonraker, dona de mísseis que prometem destruir a Terra para que uma nova raça, superior, composta por seletos humanos seja criada, e é claro que o Bond e Roger Moore não vai deixar barato e vai lutar com unhas e dentes para impedir que esta catástrofe a nível global aconteça, mas há um porém, ele também é um dos seres humanos perfeitos escolhidos para repovoar a Terra distópica. O problema é que o filme suga muito os elementos que fizeram de Star Wars uma série de sucesso, com direito até a batalha no espaço e armas laser capciosamente colocadas no clímax do filme. Essa falta de originalidade é novidade na serie, que foi pioneira de muitas coisas, e por mais que ela represente uma nova fase do Bond, com um espião mais moderno e cheio de traquitanas que foge das raízes da série. Eu culpo o diretor Lewis Gilbert, que já vinha trabalhando com Roger Moore mas já mostrava cansaço. O longa irá agradar principalmente os fãs brasileiros, já que há cenas no Carnaval carioca e uma tensa sequência em um bondinho no Pão de Açúcar, mas fora essas surpresas não há muito a agregar.

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