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Sobrenatural é o segundo sucesso do visionário James Wan e conta a estória de uma família normal americana que desde seus primórdios é perseguida por espíritos imundos que querem tomar o corpo dos membros da família. Quando o filho do casal de protagonistas cai de uma escada e entra em um estranho coma, manifestações paranormais começam a atormentar o casal e o personagem de Patrick Wilson, que eu não lembro o nome, está certo de que um espírito maligno está querendo tomar o corpo de seu filho para si, e é aí que chamam Elise, uma paranormal que promete dar um fim dos problemas.
Este filme é meio lúdico, com sua segunda metade envolvendo inclusive viagens onde o espirito sai do corpo e entra no limbo, onde espíritos de mortos e espíritos que nunca viveram estão. Muita gente acha que essa é uma escorregada do filme, mas a realidade é que tais passeios noturnos existem de verdade e a experiência extra-corpória é comum em algumas religiões, então não é fantasia exagerada do filme. Crê quem quer, mas existem muitos textos sobre esse tipo de experiência na internet.
Uma das muitas qualidades do filme está nos sustos, que são completamente inesperados e nada apelativos, com o ponto alto do filme sendo o demônio que persegue o filho aparecendo sorrateiramente atrás do pai em um dos maiores sustos em filmes de Terror dos anos 2000. Outra qualidade do filme é ter uma história complexa e cheia de camadas, que não peca quando o assunto é profundidade da trama. Ela assusta, fascina e destrói conceitos de que não se fazem mais bons filmes de Terror como antigamente.
O drama da família é tocante e ele infelizmente entrega uma das duas reviravoltas do filme no subtítulo “Não é a casa que é mal assombrada.”, algo completamente inovador que poderia servir de elemento surpresa mas que é entregue de mão beijada ao público. Como defeito também culpo as viagens noturnas de serem muito longas, apesar de devidamente assustadoras e apresentarem um dos vilões mais icônicos do cinema macabro nos últimos tempos, aquele que eu e a minha mãe apelidamos de “demônio que afia as unhas”.
É um filme imperdível e se você gosta do gênero Terror eu tenho quase certeza que ele vai superar muito as suas expectativas com originalidade e criatividade. Ele não é um filme pra família apesar da censura baixa e pode chocar os pequeninos, então é sempre bom avisar, mas pra todos os outros públicos, meu amigo (a), vai fundo. Um beijão pra todos vocês e não deixem de acompanhar essa nova fase do blog porque o conteúdo vai melhorar progressivamente e vocês vão notar isso. Aquele abraço, e até a próxima.
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