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Protagonizado por Denzel Washington, o carismático Chris Pratt e Ethan Hawke, Sete Homens e Um Destino é uma refilmagem do clássico faroeste de 1960. Ele conta a história de uma cidade fragilizada que é tomada por um malfeitor infame que quer as terras pra si a preço de banana em uma América nos anos 1800 e o povo da cidade vai a uma diligência vizinha procurar um caçador de recompensas popular por seus feitos para que ele reúna um grupo de sete homens para batalhar contra o mal eminente. Após deixarem um dos capangas do fora da lei escapar eles armam um exército com os homens da cidade para impedir que o pior aconteça.

É um ótimo roteiro, com algumas pequenas diferenças no nome dos personagens, uma abordagem mais moderna, violência em excesso, piadinhas que realmente tem graça, momentos inesperados, ótimas atuações dos três protagonistas, melhores efeitos especiais, uma fotografia vibrante, um design de produção estrondoso, além de uma bela e dramática trilha sonora.

Ele é um faroeste dos bons, como nos velhos tempos, com muitas explosões, tiroteios, encrencas em Saloons e até duelos. Não se parece em nada com os filmes sem sal que abordam o gênero que abarrotam os cinemas se chamando de Blockbuster em um estilo que hoje, só funciona no Underground. Em tempos recentes apenas um desses Blockbusters obteve o sucesso e a qualidade esperada. O ótimo Django Livre de Quentin Tarantino, que arrebatou a história do cinema e angariou milhões de dólares. Sete Homens e Um Destino não gozou do mesmo sucesso mas pode aproveitar a aclamação do público e os modestos elogios da crítica.

Antoine Fuqua, o diretor do filme, vem fazendo nome com boas obras sendo a mais icônica delas o excelente Dia de Treinamento, também protagonizado por Denzel Washington, e em Sete Homens e Um Destino não é diferente. Ele deixa o filme do seu jeitinho e não decepciona, lidando bem com o elenco colossal e tendo habilidade em direcionar e auxiliar os seus companheiros de trabalho.

Resumindo tudo, é um filme muito bom, que apesar de não superar o original chega perto e da uma atualizada bem vinda na história com a devida fidelidade, e nomes carimbados do cinema atual que todo mundo adora, especialmente se tratando de Chris Pratt, que rouba a cena no longa com o personagem mais cativante, divertido e audacioso deste show de mágica constante que é a sua performance. Se você não se interessa por faroestes, não há razão alguma para para você se sujeitar a ver Sete Homens e Um Destino, por mais que o filme atinja uma excelência que transcende qualquer estilo que venha a ser atribuído, mas ele é direcionado a saudosistas mesmo, então você não é o público alvo.

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